Old Betsy
Silas Mason Newton gostava de ser visto como um gênio dos campos de petróleo. Nascido no Kentucky, ex-campeão amador de golfe do Colorado, com escritórios no Equitable Building, em Denver, ele dizia ter estudado geologia em Baylor e depois em Yale, e de 1946 a 1948 encheu páginas da Petroleum Review atacando o Serviço Geológico dos EUA e prometendo uma “nova técnica revolucionária” capaz de acabar com o fantasma dos poços secos. Os depósitos de petróleo, escreveu, emitiam micro-ondas sem parar. Ele também tinha um passado. Entre 1931 e 1936, fora preso em Nova York, Oneida e Elmira sob acusações de conspiração, furto qualificado e declarações falsas sobre ações, e, como disse mais tarde o repórter J. P. Cahn, “em todos os casos, as acusações contra ele simplesmente se desfizeram”. Em abril de 1949, um fabricante de Denver chamado Herman Flader, imigrante alemão que produzia braçadeiras e conexões e era dono de uns 47.000 acres de terras de rancho a leste da cidade, recebeu uma visita. “GeBauer entrou no meu escritório e se apresentou como um geofísico que tinha uma máquina capaz de localizar água. Newton entrou no meu escritório algumas semanas depois com uma máquina parecida. Apresentei os dois por causa dos interesses em comum. Eles disseram ser completos desconhecidos.” Leo A. GeBauer tinha uma casa de peças de rádio e eletrônica em Phoenix. Sua máquina, Old Betsy, era, pela descrição de Cahn, uma caixa de metal com cerca de dezoito polegadas de lado, antenas nas duas pontas, uma fileira de lampadinhas de um lado e mostradores do outro: uma luz branca indicava gás; uma vermelha, petróleo. GeBauer dizia que ela certa vez encontrara dezessete submarinos japoneses submersos num único dia, sintonizando o óleo de seus tanques, que as pontas de suas antenas eram de plutônio no valor de 3.800 dólares e que o governo lhe entregara uma barra de metal que vibrava sempre que Washington precisava dele. Numa prova de força encenada, Old Betsy derrotou o próprio instrumento de Newton, num estojo de mogno, que ele dizia ter custado 800.000 dólares, e Newton deu o braço a torcer. Em algum momento, escreveu Cahn, veio à tona, “confidencialmente, é claro”, que GeBauer era o cientista que o governo chamara para examinar um disco voador caído no Novo México. De julho a novembro de 1949, Flader passou à Newton Oil Company cheque após cheque.

Fontes: The Flying Saucers and the Mysterious Little MenA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerSilas Newton
Scully’s Scrapbook
Frank Scully escrevia para a Variety uma coluna semanal chamada “Scully’s Scrapbook” (o álbum de recortes de Scully), de uma casa em Hollywood que ele chamava de Bedside Manor, e era autor, entre outras coisas, de um livro chamado Fun in Bed. Na primavera de 1944, chegara-lhe de Denver uma carta insistindo que ele escrevesse um livro sobre Frank Harris, o escandaloso editor em torno de quem Scully vivia escrevendo. “Estava assinada Silas M. Newton.” Os dois ficaram amigos, foram caçar ouro no Mojave com os instrumentos secretos de Newton, e num almoço no Sportsman’s Lodge, no San Fernando Valley, Newton lhe contou que tinha “conversado ainda na véspera com alguns cientistas que haviam sido chamados pelo braço de defesa para examinar um disco voador pousado”. Scully levou a história para a Variety. Segundo bibliografias posteriores, sua primeira coluna sobre o assunto, em 12 de outubro de 1949, tinha o título “One Flying Saucer Lands in New Mexico” (Um disco voador pousa no Novo México), e uma segunda, em 23 de novembro, “Flying Saucers Dismantled, Secrets May Be Lost” (Discos voadores desmontados, segredos podem se perder). O historiador Jerome Clark constatou que nunca apareceu nenhuma menção da imprensa à queda anterior a essa primeira coluna, e que ela situava um resgate no “Deserto de Mohave” e outro no Saara, local que discretamente sumiu das versões posteriores. Quando a Força Aérea anunciou, no fim de dezembro de 1949, que estava encerrando seu projeto sobre discos, Scully respondeu com uma lista de catorze “Perguntas de 64 dólares”, reproduzida pelo Los Angeles Mirror. O disco pequeno, de trinta e seis pés de diâmetro, não tinha, em vez de rodas, esferas com aparência de aço, de modo que dez homens não conseguiam tombá-lo quando estava em movimento, mas um só homem podia incliná-lo quando parado? “O que aconteceu com os restos dos 16 homens encontrados mortos num dos discos grandes e dos dois num disco voador menor?” A Força Aérea já tinha visto um rádio como o do “disco voador que pousou num rancho perto de Aztec, Novo México”? E por que não divulgar as gravações da exibição pública de um dos mortos, conservado em solução entre espécimes humanos “do pré-natal ao homem adulto” no Rosenwald Institute, em Chicago? O Mirror consultou Chicago. “Sim, temos aqui um homem de 3½ pés”, respondeu o museu. “Mas ele nunca esteve vivo e nunca veio do Novo México. É feito de gesso e foi trazido para cá da Feira Mundial há 15 anos, como parte de uma exposição médica.”
Fontes: In Armour BrightAztec crashed saucer hoaxThe Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenhaFrank Scully Papers · recortes de jornal, 1947–1951The Flying Saucers and the Mysterious Little Men
Um rádio que falava numa língua que não era deste mundo
A história também viajava por conta própria. No fim de 1949, no bar do Lakeside Country Club, em Hollywood, o ator Bruce Cabot ouviu um homem, “ou Newton ou Newman”, dizer que conhecia alguém que tinha pedaços de um disco voador; seu amigo, acrescentou o homem, recuperara dos destroços um pequeno e misterioso “rádio magnético”, e eles o estavam usando para localizar petróleo. Em Denver, George Koehler, vendedor de publicidade da rádio KMYR que morava com a mulher na casa alugada por Newton na Franklin Street, mostrava aos amigos umas engrenagens pequenas, alguns discos de metal e “uma geringonça que ele chamava de rádio e que de vez em quando falava numa língua que não era deste mundo”. Segundo o relato da Força Aérea que o colunista Bob Considine reproduziu em 1950, Koehler disse que ele e o doutor haviam levantado um disco pousado, que era muito leve, e o largaram quando ele deu sinais de que ia decolar; que quinze outros anões tinham descido de paraquedas em segurança no Sudoeste e se tornavam invisíveis quando perseguidos; que os discos vinham de Vênus a 100.000 milhas por segundo; e que, para entrar no laboratório do doutor perto de Phoenix, ele tinha de se despir e vestir um traje especial de peça única. Um homem da Ford em Denver, Jack Murphy, que ouvira a história por meio de um publicitário, examinou as relíquias: os discos eram tampas de furo (“knockout plugs”) de motores de automóvel, as engrenagens eram “só engrenagens”, e o rádio, se é que era um, não funcionava. Do círculo de Murphy, a história chegou a Rudy Fick, um revendedor de automóveis de Kansas City que estava de passagem, e em 6 de janeiro de 1950 o Wyandotte Echo, de Kansas City, Kansas, publicou a versão de Fick, com Koehler rebatizado de “Coulter”. Coulter tinha “furado o bloqueio” numa estação de radar perto da divisa entre o Novo México e o Arizona e visto dois discos, um muito danificado e outro quase intacto, com uma cabine de cerca de seis pés de largura dentro de um anel de treze pés de diâmetro, feitos de um metal parecido com alumínio que “tem desafiado a análise”. Cerca de cinquenta tinham sido encontrados em dois anos, quarenta deles guardados num “US Research Bureau” em Los Angeles, cada um com uma tripulação de dois. O Office of Special Investigations da Força Aérea datilografou tudo em 16 de janeiro: “Todos tinham a mesma altura, de 3 pés; louros, imberbes, e seus dentes eram totalmente livres de obturações ou cáries. Não usavam roupas de baixo, mas tinham o corpo envolto em fita e estavam vestidos com uma espécie de arame.” Havia tabletes de comida e um relógio ou calendário cujo mostrador dava uma volta a cada vinte e oito dias. O editor do Kansas City Star, acrescentava o relatório, conhecia a história, mas “não ousou publicá-la no jornal porque é fantástica demais”. No fim de março, o FBI em Nova Orleans ouvia dizer que um proeminente petroleiro de Denver, “também conhecido como ‘Misterioso Sr. X’”, afirmava que um disco fora encontrado intacto numa terra que ele arrendara no Deserto de Mojave, com dezoito ocupantes de três pés, todos mortos mas não queimados, e que Washington e o FBI tinham telefonado para lhe pedir que guardasse aquilo para si.
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Scientist X
Em março de 1950, um estudante que trabalhava à noite na KMYR contou ao seu professor de ciências na Universidade de Denver, Francis F. Broman, as histórias de Koehler, e Broman quis que Koehler as contasse à sua turma de ciências básicas. Koehler implorou a Newton que fosse em seu lugar e o “salvasse de ser importunado até a morte”. Newton, segundo seu próprio relato, aceitou com a condição de que não houvesse publicidade, disse a Koehler que pedisse ao engenheiro da emissora que gravasse a palestra, para que ele não pudesse ser citado incorretamente, e sugeriu que Broman não revelasse seu nome, para que a turma decidisse na prova do dia seguinte se o que tinha ouvido era fato ou ficção. Na quarta-feira, 8 de março, ele falou num auditório de madeira, contou, com todos os assentos ocupados e gente de pé ao longo das paredes. A fita da KMYR preservou o que ouviram. A menos de quinhentas milhas de Denver, “num dia dentro dos [últimos] dois anos”, um objeto redondo pousara suavemente na terra. “Este disco tinha 99 e 99/100 pés de diâmetro”, disse Newton; “faltava só a fração que eu disse para ter 100 pés.” A cabine tinha dezoito pés de diâmetro e setenta e duas polegadas de altura; uma segunda nave media setenta e dois pés. Durante dois dias ninguém conseguiu entrar, porque não havia porta, mas uma vigia parecia estar quebrada, e lá dentro “havia dezesseis pessoas”. Estavam carbonizadas. “Não se encontrou um único fato médico que levasse a pensar que pudessem ser anões”, disse; aparentavam entre trinta e cinco e quarenta anos. “Por acaso fui ao dentista hoje de manhã e lembrei a ele que não havia um único dente estragado na boca de nenhum deles, nem uma obturação de qualquer tipo.” Eles não se barbeavam: “Tinham o que chamamos de uma penugem de pêssego no rosto.” Usavam os mesmos uniformes, sem insígnias, e bonezinhos. Sua escrita ficava em algo parecido com pergaminho, numa linguagem pictográfica, e sua aritmética girava em torno do nove: “cinco e quatro dá nove, seis e três dá nove; sete e dois dá nove, oito e um dá nove”. Um marcador de tempo levava exatamente vinte e nove dias para dar a volta, “um mês magnético”. As naves voavam sobre linhas de força magnéticas, talvez de Vênus à Terra em menos de uma hora, e levavam uma água quase duas vezes mais pesada que a nossa. O capitão Thomas Mantell, morto ao perseguir um OVNI sobre o Kentucky em 1948, fora desintegrado, sugeriu Newton, e “acontece que sabemos que isso pode ser feito magneticamente, porque é exatamente o que estamos fazendo hoje”. Segundo seu próprio relato posterior, ele tinha avisado Broman de antemão: “Não sou físico.”
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“Zero absoluto”
Depois, lembrou Newton, Koehler lhe telefonou: “Alguém deixou vazar esta história. Todas as emissoras já a têm no teletipo.” Às 21h25 da noite seguinte, o escritório do FBI em Denver telegrafou a Washington que um homem não identificado dera na universidade uma palestra sobre discos voadores “QUE ELE SUPOSTAMENTE OBSERVOU PESSOALMENTE”, um dos quais teria pousado no Novo México, com ocupantes mortos “DE FORMA HUMANA, MAS COM CERCA DE TRÊS PÉS DE ALTURA”; um associado que fizera alegações semelhantes em janeiro não conseguira apresentar nada verificável, e os investigadores da Força Aérea o consideravam um “PROVÁVEL CASO MENTAL”. Charles Little, do Denver Post, relatou que cerca de metade da turma achava que podia haver algo de verdade naquilo. “Ele não apresentou nenhuma documentação, mas a história era eletrizante, segundo todos os relatos.” Perguntado sobre seu valor científico, Broman disse ao Post, segundo Cahn: “Zero absoluto.” As versões daquele dia começaram logo a divergir. No relato posterior de Scully, 350 estudantes deixaram de almoçar às 12h30 para ouvir “provavelmente a palestra mais sensacional sobre esta Terra ou qualquer outro planeta desde Galileu”, e os desenhos no quadro-negro foram preservados com laca. Broman mostrou a Cahn sua introdução datilografada, que apresentava a palestra como um exercício de avaliação de um orador, e disse que se tratara de uma aula normal, no horário normal: “Ninguém perdeu almoço nenhum naquele dia nem em nenhum outro, que eu saiba.” Quanto à laca: “Teria sido ridículo preservá-los. Eram só um par de círculos com os rótulos ‘Terra’ e ‘Vênus’, um esboço tosco de como os discos supostamente seriam e um diagrama mostrando como combinações de algarismos podem ser somadas para dar nove.” Em poucos dias, Thor Severson, do Post, desmascarou o “Scientist X” (“Cientista X”): era Newton. Newton se lembrava de o jornal ter aparecido na aula com uma velha foto sua de golfe, tirada do arquivo.
Fontes: A série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerUFO · Part 8Frank Scully Papers · recortes de jornal, 1947–1951The Flying Saucers and the Mysterious Little MenBehind the Flying Saucers
Três corpos de forma humana
Em 17 de março, nove dias depois da palestra, várias centenas de pessoas em Farmington, a vizinha maior de Aztec, rio Animas abaixo, relataram o que a Associated Press chamou de “um voo em massa, em plena luz do dia, de estranhos objetos no céu”, vinte ou mais de cem deles, dependendo de quem contava. Cinco dias depois, em 22 de março de 1950, Guy Hottel, agente especial encarregado do escritório de campo do FBI em Washington e ex-astro do futebol americano da George Washington University, enviou a J. Edgar Hoover um memorando de uma página intitulado “Flying Saucers / Information Concerning” (Discos voadores / Informações a respeito). Ele repassava o que um informante tinha ouvido: “Um investigador da Força Aérea declarou que três dos chamados discos voadores tinham sido recuperados no Novo México. Foram descritos como de formato circular, com o centro elevado, com aproximadamente 50 pés de diâmetro. Cada um era ocupado por três corpos de forma humana, mas com apenas 3 pés de altura, vestidos com um tecido metálico de textura muito fina. Cada corpo estava enfaixado de maneira semelhante aos trajes antiblackout usados por pilotos de velocidade e pilotos de teste.” Os discos caíam no Novo México, acreditava o informante, porque o governo tinha ali um radar de altíssima potência que interferia em seus controles. “Não se tentou nenhuma avaliação adicional”, observava o memorando. Três discos, como as agências de notícias atribuíam ao palestrante anônimo de Denver; tripulantes de três pés, uma estação de radar perto da divisa do Novo México e corpos envoltos em fita ou enfaixados, como na história de Fick: todos os elementos já circulavam, embora os discos tivessem encolhido para cinquenta pés e os mortos para nove. O memorando ficou nos arquivos do Bureau até ser divulgado no fim dos anos 1970.

Fontes: Frank Scully Papers · recortes de jornal, 1947–1951Guy HottelUFOs and the Guy Hottel MemoUFO · Part 8The Aztec UFO Symposium: How This Saucer Story Started As a Con Game
Behind the Flying Saucers
A Henry Holt publicou o livro de Scully em 8 de setembro de 1950. A nota da editora garantia aos leitores que “o Sr. Scully abordou seu tema com probidade”; o próprio prefácio de Scully declarava: “Jamais participei da perpetração de uma fraude sobre discos voadores.” Ele o escreveu, disse depois, em setenta e dois dias. O cientista no centro do livro era o “Dr. Gee”, um pesquisador de magnetismo que tomara parte em 35.000 experimentos durante a guerra, envolvendo 1.700 cientistas, e que contara tudo a Newton, apresentado como “um dos grandes geofísicos da indústria do petróleo” e “um homem que nunca ganhou mais de 25.000.000 dólares nem perdeu mais de 20.000.000 dólares”. A primeira nave, rastreada na alta atmosfera, desceu num “território de planalto alto e muito pedregoso, a leste de Aztec, Novo México”, num rancho a doze milhas da cidade. “Recebi um telefonema e voei de Denver até lá em três horas”, diz o Dr. Gee. Oito especialistas em pesquisa magnética passaram dois dias, resumiu Cahn, “bombardeando-a com contadores Geiger, raios cósmicos e outros dispositivos de proteção”. Então alguém enfiou uma vara pela vigia quebrada, acertou um botão do outro lado, e uma porta se abriu. “Ali pudemos contar dezesseis corpos, com alturas de cerca de 36 a 42 polegadas.” A pele estava carbonizada, “de uma cor chocolate muito escura”, e eles usavam uniformes azul-escuros com botões de metal. A nave, com 99,99 pés de diâmetro, não tinha rebites, pinos nem parafusos e resistiu a “35.000 dólares em brocas de diamante”; desmontava-se em segmentos encaixados em ranhuras, e uma engrenagem em volta da cabine engatava numa engrenagem em volta da borda, que girava ao redor da cabine como uma espécie de giroscópio. Havia livretos em escrita pictográfica, pequenas pastilhas com as quais as cobaias “pareciam prosperar” e uma água quase duas vezes mais pesada que a nossa, “muito parecida, na verdade, com a água pesada que os nazistas tanto queriam da Noruega”. Uma segunda nave, com setenta e dois pés de diâmetro, apareceu num campo de provas no Arizona com mais dezesseis mortos, não queimados, além de alojamentos para dormir e um sanitário. Uma terceira, com trinta e seis pés, pousou no Paradise Valley, acima de Phoenix, com uma tripulação de dois, um deles com metade do corpo para fora de uma escotilha de fuga. Uma quarta escapou. Trinta e quatro mortos ao todo, vindos de Vênus ao longo de linhas de força magnéticas. Scully chegou a se perguntar se o disco de Aztec seria o nono que faltava dos nove objetos que Kenneth Arnold viu sobre o Monte Rainier em 1947, aquele que tinha tido “problema de magneto”.

Fontes: Behind the Flying SaucersThe Flying Saucers and the Mysterious Little MenIn Armour Bright
“150.000.000 de pessoas não podem estar erradas”
O livro vendeu cerca de 60.000 exemplares a 2,75 dólares, calculou Cahn, foi condensado por uma revista de grande circulação e relançado em brochura de 25 centavos, e, pelas contas de Scully, saiu em doze línguas. “Várias livrarias daqui esgotaram”, escreveu Newton a Scully, de Denver. Em outubro de 1950, o Denver Post fotografou os três homens demonstrando o magnetismo dos discos, Koehler segurando uma tigela no papel da Terra enquanto Scully erguia o livro no papel do disco. A Força Aérea achou menos graça. O coronel Harold E. Watson, chefe de inteligência do Air Materiel Command, disse a Bob Considine, do International News Service, que a Força Aérea “não tem discos voadores nem partes de discos voadores. Não tem corpos de ‘homenzinhos’, nem amostra alguma das chamadas roupas que essas criaturas imaginárias usavam”, e que o livro de Scully o tinha “deixado enjoado depois de 15 páginas”. A série de Considine rastreou a história de volta, passando por Fick e pelos homens da Ford, até Koehler e o doutor “Gebauer ou Jarbrauer”, onde, escreveu ele, a pista “logo esfriou”. Em novembro daquele ano, Considine e Scully debateram por telefone diante da National Association of Radio News Directors, em Chicago. Scully não quis revelar o nome do Dr. Gee: “Tenho o dever de não trair uma confidência.” Ele próprio já tinha visto um disco voador? “Não, mas 150.000.000 de pessoas não podem estar erradas.”

Fontes: The Flying Saucers and the Mysterious Little MenIn Armour BrightFrank Scully Papers · recortes de jornal, 1947–1951A série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauer
Alumínio puro e simples
Em janeiro de 1951, o San Francisco Chronicle encarregou J. P. Cahn de descobrir o que havia por trás dos homenzinhos de Vênus. Ele começou em fevereiro visitando Scully, por meio dele conheceu Newton e sentou-se com o petroleiro para um jantar de 18,20 dólares no Palm Court do Palace Hotel, onde o petroleiro desatou um lenço cheio de nós. “Você já viu algo parecido?” Dentro havia duas engrenagens do tamanho de relógios de bolso e dois discos do tamanho de moedas de cinco centavos. Uma das engrenagens, quando golpeada, soava a nota lá de um piano; outra tinha uma setinha grossa apontando para algo “que se parecia muito com um 9 comum”. “Está magnetizada”, disse Newton, embora ela não movesse a faca de aço de Cahn. No andar de cima, ele falou dos laboratórios do doutor junto ao aeroporto de Phoenix, de um desintegrador magnético cujos raios “alcançariam e destruiriam o universo” e de um disco em forma de charuto, de mil pés, caído num pântano nos arredores de Memphis: “muita gente pagaria um dólar para ver uma coisa dessas”. Newton queria saber “o que a gente ganha com isso”; segundo Cahn, o preço discutido foi de 10.000 dólares em depósito caucionado e 25.000 antes da publicação. O editor de domingo do Chronicle, Scott Newhall, usinou discos falsos em sua garagem e, num encontro posterior, quando Newton espalhou suas relíquias sobre a mesa, Cahn escamoteou uma e deixou uma falsificação no lugar. Newton percebeu cerca de dez dias depois. No Stanford Research Institute, o metal que supostamente resistira a 10.000 graus no laboratório do Dr. Gee derreteu a 657 graus Fahrenheit. “Era alumínio puro e simples, 99,5 por cento puro, de uma qualidade descrita comercialmente como grau 2S e usada na fabricação de nada mais cósmico do que panelas e frigideiras.” O homem para quem Newton vivia telefonando em Phoenix revelou-se Leo GeBauer, dono da Western Radio & Engineering Company, e quando Cahn mostrou o endereço a Scully, este disse, segundo o relato de Cahn: “É o homem, sem dúvida.” A firma para a qual GeBauer dizia ter dirigido laboratórios durante a guerra, a AiResearch, lembrava-se dele como um homem da manutenção que mantinha funcionando as máquinas de seu laboratório. GeBauer, um homem atarracado de olhos claros e fundos, escreveu em seu papel timbrado: “Não sou o Dr. Gee mencionado no livro”, e disse a Cahn: “Aí você está enganado, meu rapaz.” Até a carreira de Koehler no futebol americano pelo Chicago Bears, mencionada no livro, desfez-se num telegrama: “NÃO TEMOS REGISTRO DE GEORGE KOEHLER JOGANDO PELOS BEARS.” Em junho de 1951, Cahn confrontou Scully com um dossiê. Num memorando particular, Scully chamou Cahn de “um piolho na blusa do jornalismo” e descreveu o Dr. Gee como “uma composição de cientistas que eu criei a partir dos vários que me contaram as fases mais sensacionais da história dos discos voadores”. Cahn respondeu: “É Certo deixar os milhares de pessoas que leram seu livro agarradas, cheias de esperança, a palhas que sabemos não existir?” Passou-se um ano, escreveu Cahn, até ele conseguir publicar a história: a revista True a estampou em setembro de 1952, chamando o livro de uma das maiores fraudes científicas “desde o velho Gigante de Cardiff”.
Fontes: The Flying Saucers and the Mysterious Little MenA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauer
Uma pilha de vinte centavos
Depois que a True saiu, um optometrista de Denver chamado Kleyhauer, que dera a Newton 9.000 dólares por arrendamentos de petróleo em 1946, publicou um anúncio classificado: “AVISO URGENTE! Todas as pessoas que tiveram negócios com SILAS M. NEWTON, NEWTON OIL CO. … relativos a investimentos em petróleo, ‘Raios Cósmicos’ e/ou ‘Discos Voadores’, queiram entrar em contato comigo.” Flader telefonou para Cahn. Ele havia, disse, “investido mais de um quarto de milhão de dólares com aqueles vagabundos e nunca recebi um centavo de volta”. Cahn chegou a Denver em 11 de setembro de 1952, em missão especial para o Denver Post, e Flader abriu seu cofre-forte de entrar e trouxe uma braçada dupla de cheques compensados e duas das máquinas. GeBauer lhe vendera plutônio e magnetismo; Flader, cansado de esperar, abrira ele mesmo uma das caixas à força e tirara de dentro uma pilha ligada por fios. “Aí está o truque que fazia as luzes acenderem”, disse ele. “Não era Plutônio nem magnetismo nem nada, só esta pilhinha … uma pilhinha de 20 centavos que me custou todo aquele dinheiro.” Perguntado como um homem que fabricava máquinas para viver podia ter sido enganado, ele fechou a cara: “Quando eu construo uma máquina para alguém, ela funciona. Nunca me passou pela cabeça que o outro não faria o mesmo.” Howard Roberts, técnico em eletrônica do instituto de pesquisa da Universidade de Denver, olhou por dentro: “Esta aqui é a unidade de sintonia de um transmissor do Army Signal Corps … ainda tem a plaqueta de identificação do Signal Corps … Esta coisa não conseguiria localizar nada.” Roberts calculou que uma loja de excedentes militares venderia uma por cerca de 3 dólares e, escreveu Cahn, teve de pagar 3,50 dólares por uma caixa igual à que custara 12.000 dólares a Flader; os jornais publicaram preços de 1,50 a 4,45 dólares. Em outubro, o promotor distrital Bert M. Keating acusou Newton e GeBauer de um estelionato (confidence game) de 50.000 dólares, e o procurador federal acrescentou uma queixa federal por 39.500 dólares em cheques levados de um estado a outro. Newton foi detido em Los Angeles e GeBauer em Phoenix. O advogado de Newton chamou aquilo de tentativa de cobrar uma dívida civil pela via criminal e lembrou que Flader tinha uma engenhoca própria, um aparelho que ele acreditava limpar o sangue de quem sofria de artrite, asma e diabetes. “De todas as histórias de discos voadores que aterrissaram nos jornais dos EUA”, começava a Time, “a mais fantástica foi contada por um petroleiro de Denver chamado Silas M. Newton.” Em dezembro, de volta da Costa Oeste, Newton foi preso em Denver para responder ao que o Rocky Mountain News chamou de acusações de vigarice.

Fontes: A série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerFlying-Saucer MenFlying Saucers and Fraud: The Silas M. Newton Story
Estelionato
O julgamento começou no Tribunal Distrital de Denver em 10 de novembro de 1953, perante o juiz Frank E. Hickey. Flader, de sessenta e oito anos, passou três dias no banco das testemunhas contando o que o Denver Post chamou de “histórias bizarras sobre a descoberta de discos voadores e homens de três pés de altura por GeBauer”, e por que deixara as caixas fechadas por tanto tempo: “GeBauer me avisou para não abrir as máquinas porque o governo as tinha ligado a explosivos.” Ele nunca recebera um centavo de volta. Um geofísico da Colorado School of Mines pôs as pontas de antena de plutônio sob um contador Geiger: “Estas não são mais radioativas que uma colher, uma faca ou um garfo.” A defesa chamou um operador de petróleo que disse que os “doodlebugs”, os detectores de petróleo, haviam adivinhado trinta e cinco poços para ele, e o famoso arqueiro Howard Hill, que contou que a dupla demonstrara um aparelho geofísico no quintal de sua casa em Los Angeles, o qual encontrara um tanque de petróleo enterrado e dois canos de água, embora ele não pudesse dizer se alguma das máquinas no tribunal era aquela. No interrogatório cruzado, Newton admitiu que não pagara imposto de renda de 1935 a 1950. GeBauer, com hemorragias causadas por úlceras, chegou ao tribunal numa cadeira de rodas, desmaiou no gabinete do juiz e acabou renunciando ao direito de encarar seu acusador para que o julgamento prosseguisse sem ele. Em 29 de dezembro, o júri considerou os dois homens culpados de estelionato e conspiração, depois de menos de três horas, escreveu Cahn. O juiz Hickey lhes concedeu liberdade condicional “no interesse público” e ordenou que restituíssem a Flader 79.452 dólares com seus rendimentos futuros. Cahn encerrou seu relato do caso no Chronicle: “Não sei de onde vieram os homenzinhos de três pés. De Vênus é que não foi, com certeza, e isso era tudo o que me mandaram descobrir.” Edward Ruppelt, que dirigira o Projeto Blue Book da Força Aérea, resumiu tudo em 1956: “A história deu notícia, Newton e o ‘Dr. Gee’ ganharam fama e Scully ganhou dinheiro.”
Fontes: A série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerThe Report on Unidentified Flying Objects
Uma composição de oito homens
Scully nunca se retratou. Escreveu a Newton que a condenação fora “uma queixa furada e uma acusação furada” e que Behind the Flying Saucers “ainda parece muito à frente como o melhor e mais plausível de todos os contos estranhos vindos do Além”. Em suas memórias de 1963, In Armour Bright, descreveu os advogados da Warner Brothers pedindo uma autorização relativa ao Dr. Gee antes de um contrato de filme: “Mas o Dr. Gee é um personagem composto de oito homens que me deram pedaços desta história”, disse-lhes. “Não posso dar autorização sobre um personagem que inventei por conveniência, para simplificar a narração da história.” Admitiu que nunca vira um disco voador na vida, mas sustentou que a teoria da propulsão magnética “ainda parece sólida” e que Newton recebera “de tudo, menos um passe só de ida para uma penitenciária federal, por seu trabalho feito por amor”. Scully morreu em 1964. Newton seguiu como antes. Preso em Denver em 1958 por acusações federais de fraude postal e violações da lei de valores mobiliários, foi absolvido por um júri; em 1969, declarou-se culpado em Los Angeles de vender participações num poço de petróleo a ser perfurado em Sedona sem licença, caso arquivado no ano seguinte; e em 1970 o FBI investigava uma mina de mercúrio que ele promovia em Silver City, no Novo México, sob o nome de Magnetic Research Foundation, onde a análise de um informante não encontrou mercúrio algum e ouviu alguém dizer: “Esta usina só precisa funcionar por um dia, é tudo de que precisamos, só um dia.” Ele morreu em Los Angeles em 1972, escreve Clark, com umas quarenta ações judiciais contra ele. Então, em 1998, o ex-agente da CIA e ufólogo cético Karl Pflock recebeu de uma fonte que exigiu anonimato vinte e sete páginas supostamente arrancadas de um diário que Newton mantinha por volta de 1970. Nelas, segundo relataram Pflock e, mais tarde, Nick Redfern, Newton escreveu que, alguns anos depois do livro de Scully, dois homens do que Pflock chamou de “um órgão altamente secreto do governo dos EUA” lhe disseram que sabiam que sua história era falsa e queriam que ele continuasse a contá-la. “Eles me interrogaram, tentaram abrir buracos na minha história. Não tiveram dificuldade nenhuma e riram na minha cara dos erros científicos que cometi. Nunca disseram, mas percebi que estavam tentando descobrir se eu realmente sabia alguma coisa sobre discos voadores que tinham pousado. Aqueles sujeitos não demoraram a concluir que eu não sabia. Mas eu tinha certeza de que eles sabiam.” Pflock se perguntou se alguém usara Newton para desacreditar os discos caídos de modo que um disco real pudesse ser mantido em segredo, ou se aquilo era “algum tipo de operação de guerra psicológica”. Ninguém mais, observa Clark, viu o diário ou conseguiu verificá-lo.
Fontes: A série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerIn Armour BrightSilas NewtonThe Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenhaThe Most Complicated UFO Case Ever? Maybe, Maybe Not…
Hangar 18 e Hart Canyon
Durante duas décadas, o caso foi veneno; a mancha de Scully, escreve Clark, afastou os ufólogos sérios das histórias de quedas como um todo. Então, em outubro de 1974, Robert Spencer Carr, escritor de ficção científica que vendera seu primeiro conto à Weird Tales aos quinze anos e que era apresentado como professor da University of South Florida, anunciou na Flórida que o governo capturara um disco completo que fizera um pouso forçado no deserto perto de Aztec em 1948, com doze seres mortos a bordo. Eles eram, segundo o Ann Arbor Sun, “exatamente como pequenos humanos - de três a quatro pés de altura; pele branca; cabelos claros; olhos azuis”, mortos por descompressão quando o casco foi perfurado, e continuavam congelados na base aérea de Wright-Patterson, no que ficou famoso como Hangar 18. Ele previu que o governo começaria a preparar o público para a verdade até 15 de dezembro. A Força Aérea disse que não havia nenhum Hangar 18 e observou que a história se parecia com um thriller recente, The Fortec Conspiracy; o filho de Carr escreveu mais tarde que o pai não tinha diploma universitário algum. Em junho de 1975, um homem que se apresentava como Ray Meier, major reformado dos Fuzileiros Navais, desceu de um ônibus da Greyhound ao norte de Aztec e pediu que o levassem seis milhas adentro do Hart Canyon para ver onde um disco havia pousado. GeBauer, observa Clark, levara seu detector de petróleo ao Hart Canyon em agosto de 1949, e em geral se supõe que o cenário veio daí. William Steinman, pesquisador da Califórnia, seguiu a pista até lá em julho de 1982; não encontrou nada no Aztec Independent Review de fevereiro a junho de 1948, mas num bazar de garagem Vivian Melton lhe disse: “Nós sabemos disso; aliás, sabemos exatamente onde aconteceu!!” Seu livro de 1986 com Wendelle Stevens, UFO Crash at Aztec, deu à história uma data, 25 de março de 1948, e um elenco. Três unidades de radar, uma delas uma instalação experimental no alto de uma montanha cujo feixe perturbou os controles da nave, rastrearam-na até o chão; o secretário de Estado George C. Marshall alertou uma unidade secreta em Camp Hale, no Colorado; Vannevar Bush reuniu no campo de aviação de Durango uma equipe que incluía John von Neumann e J. Robert Oppenheimer, que achou que os símbolos a bordo se pareciam com sânscrito. Dentro havia catorze corpos carbonizados, dois nos controles e doze numa câmara de dormir. O terreno, disse Steinman, foi transferido para o governo federal em abril de 1948, e o Dr. Gee fora uma composição de oito cientistas, quatro deles membros do comitê secreto Majestic 12. Em 1991, dois investigadores de Ohio, William Jones e Rebecca Minshall, telefonaram para Aztec e descobriram que W.M., o morador local que, segundo Steinman sugerira, fugira da cidade depois da queda e que ele descrevera como “já falecido”, estava vivo em Aztec e negando tudo, e que o Bureau of Land Management informava que o lote jamais pertencera a ninguém além do governo. “Está claro”, concluíram, “que a história da queda do disco voador faz parte do folclore de Aztec, mas não de sua história.”
Fontes: The Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenhaAir Force Freezes Ufo StoryRobert Spencer CarrHangar 18 (conspiracy theory)UFO Crash at Aztec: A Well Kept SecretAztec, New Mexico — a crash story reexamined
O irmão caçula de Roswell
Em 1998, a bibliotecária pública de Aztec, Leanne Hathcock, leu sobre o disco caído da cidade e decidiu organizar um simpósio pelo cinquentenário. Os Friends of the Aztec Public Library o realizaram toda primavera, como evento para arrecadar fundos para uma nova biblioteca, até 2011, com palestras sobre acobertamentos e círculos nas plantações, concursos de arte infantil e visitas guiadas ao local. No primeiro, o cético Dave Thomas explicou o golpe, e outro palestrante disse que não importava se Aztec ou Roswell eram reais: “eles se tornam reais quando acreditamos neles”. O novo defensor do caso era Scott Ramsey, executivo de uma empresa de fios da Carolina do Norte que investigava desde 1990 e que disse em 2004 ter gastado 200.000 dólares do próprio bolso visitando vinte e oito estados. “Os mais velhos estão morrendo um atrás do outro”, disse ao Durango Herald. “Já estou reduzido a testemunhas de segunda e terceira mão.” Naquele agosto, o cineasta canadense Paul Kimball estreou Aztec: 1948, o primeiro documentário de longa-metragem sobre o caso, na prefeitura de Aztec, com Ramsey no centro. Suas testemunhas, muitas delas com dezenove anos na época e na casa dos oitenta quando ele as encontrou, lembravam-se de um disco abaulado em cima e embaixo sobre uma mesa, “um buraco na escotilha da nave”, corpos pequenos e infantis e soldados que as fizeram jurar segredo; na versão delas, os moradores entraram na nave em poucas horas, enfiando uma vara por uma vigia, muito antes da chegada de qualquer autoridade. Com a esposa, Suzanne, o professor de jornalismo Frank Thayer e Frank Warren, Ramsey publicou The Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon em 2012, com prefácio de Stanton Friedman, e em 2016 uma versão reformulada, The Aztec UFO Incident, cuja editora declarou que Roswell “já não é a única recuperação comprovada de disco voador de que temos notícia”. Hoje eles sustentam que o governo fez Aztec parecer uma fraude de propósito. “Tivemos que transformá-los no bêbado da cidade”, disse Scott Ramsey à DGO Magazine. Thayer imaginou os militares precisando “do maior caminhão da Bekins disponível para levar embora toda aquela tralha”. A seis milhas e meia por uma estrada de terra que sai da U.S. 550 e a uma curta caminhada pela trilha de mountain bike Alien Run, um marco se ergue na mesa: uma placa foi instalada pela primeira vez em 1999, e a que Ramsey deixou em 2007 parece mais um púlpito, com um círculo de pedras a alguns pés de distância que os visitantes interpretam como um rosto alienígena. “Moro aqui há 70 anos”, disse um motorista local a um repórter do Albuquerque Journal que passou quatro horas procurando o lugar, “e não sei do que você tá falando.”
Fontes: The Aztec UFO Symposium: How This Saucer Story Started As a Con GameSymposium: Is the UFO truth in Aztec?Aztec to premiere UFO documentaryUFO researchers looking for witnesses to N.M. crashesAztec UFO landing subject of new bookThe Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenhaWas what happened in 1948 flying saucer incident a cover-up? A hoax? Or something else entirely?The truth is out there: Aztec is home to another purported alien crash-landing site within NMAztec, New Mexico: UFO Crashed Here
O arquivo mais popular do Vault
O memorando Hottel era público desde o fim dos anos 1970, e em 1998 Linda Moulton Howe o descreveu nos programas de rádio de Art Bell como um documento do governo que provava que os Estados Unidos sabiam havia décadas da existência de discos reais. Então, em abril de 2011, o FBI inaugurou The Vault, sua sala de leitura on-line, e os tabloides britânicos o encontraram. “A incrível descoberta de OVNI em Roswell, no Novo México, foi detalhada pelo agente do FBI Guy Hottel num memorando de 1950 ao diretor da agência”, anunciou o The Sun. Benjamin Radford respondeu no Christian Science Monitor: “O memorando não é secreto, nem novo, nem se refere a nada que tenha acontecido em Roswell.” Em março de 2013, o próprio FBI se pronunciou. “É o arquivo mais popular do FBI Vault”, disse, visto quase um milhão de vezes em dois anos. “No entanto, tem só uma página e relata uma informação não confirmada que o FBI nem sequer investigou.” Era “simplesmente uma alegação de segunda ou terceira mão” e, embora alguns acreditassem que ela repetia uma fraude que circulava na época, os arquivos do Bureau não podiam confirmar isso. “Desculpe, nada de prova definitiva sobre OVNIs. O mistério continua…” Os céticos havia muito ligavam o memorando à cadeia do Wyandotte Echo, mas em agosto de 2022 John Greenwald, do The Black Vault, obteve uma cópia sem tarjas e encontrou outro mensageiro: a história foi contada ao agente especial Robert H. Kurtzman por Karl Howe, investigador especial do “Esquadrão do Sexo” do Departamento de Polícia Metropolitana. Onde Howe a ouviu é desconhecido. O escritor Jason Colavito argumentou que ele repassava, um pouco truncado, o falatório sobre a palestra de Denver, o mesmo boato que o escritório do FBI em Nova Orleans atribuíra a um petroleiro de Denver nove dias depois.
Fontes: The Aztec UFO Symposium: How This Saucer Story Started As a Con GameRoswell FBI memo: Baloney or hogwash?UFOs and the Guy Hottel MemoThe “Guy Hottel” Memo and the Crashed Flying Saucers of New MexicoWhy did a vice cop report crashed saucers and dead aliens to the FBI in 1950?
Nada de 1948
Nenhum documento, notícia de jornal ou registro oficial de 1948 menciona uma queda perto de Aztec. O relato datável mais antigo é a coluna de Scully na Variety de outubro de 1949, e Clark observa que nunca se encontrou nenhuma referência anterior na imprensa. O próprio Newton, em março de 1950, situou o pouso apenas “num raio de 500 milhas da cidade de Denver”, “num dia dentro dos [últimos] dois anos”; o livro fala de um rancho a doze milhas de Aztec, e os boatos de janeiro de 1950 o punham no Mojave ou numa estação de radar na divisa do Arizona. A data de 25 de março de 1948 e o nome Hart Canyon pertencem à literatura posterior, e o livro de Steinman de 1986 é a fonte mais antiga aqui que narra o acontecimento dia a dia; nem mesmo seu autor encontrou nada no semanário local de fevereiro a junho de 1948. Quando Jones e Minshall verificaram as afirmações de Steinman em 1991, encontraram vivo, e negando tudo, o homem que ele pusera no centro de uma partida às pressas; o filho do dono das terras disse que o pai não sabia de queda alguma; o homem que comprou o terreno mais tarde lembrava de uma mancha enegrecida pelo fogo, cheia de cacos de cerâmica, e de uma cerca que era um dos muitos cercados federais de exclusão de pastagem; e o Bureau of Land Management escreveu que “não há registro de que a terra tenha pertencido a alguém além do governo federal”. O mapa do avaliador do condado que eles encomendaram marcava a maior parte das terras ao redor como “FED”, o que, escreveram, o mapa do livro de Steinman parecia ter sido alterado para atenuar. Clark resume: desde que se começou a perguntar, os moradores de Aztec “negaram praticamente a uma só voz que algo como um resgate de OVNI tenha acontecido ali em 25 de março de 1948, ou em qualquer outra data”, inclusive o editor do jornal da época, o xerife de 1948 e seu filho, e a família dona da propriedade.
Fontes: The Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenhaA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerBehind the Flying SaucersUFO · Part 8UFO Crash at Aztec: A Well Kept SecretAztec, New Mexico — a crash story reexaminedNM MUFON News n.º 13 · entrevista com Rebecca Minshall
Uma história que não parava quieta
Cada versão mudava os números. O primeiro disco tinha 99,99 pés de diâmetro na palestra de Newton e no livro de Scully (que também dá 99,9), cerca de 100 pés em Steinman e Ramsey, e cinquenta pés no memorando Hottel; o “Coulter” de Fick descreveu uma cabine de seis pés dentro de um anel de treze. Os mortos eram dezesseis no primeiro aparelho e trinta e quatro ao todo no livro, dezoito num único disco do Mojave no memorando de Nova Orleans, nove nos três discos de Hottel, dois por nave no relatório do OSI, doze seres louros de olhos azuis no congelador de Carr, catorze em Steinman e “até 16” em Ramsey. Mediam de 36 a 42 polegadas de altura no livro, trinta polegadas na Time, três pés nos papéis do governo; eram de um marrom chocolate, carbonizados, no livro, não queimados no memorando de Nova Orleans, envoltos em fitas ou ataduras em Fick e Hottel. O relógio deles marcava um “mês magnético” de vinte e nove dias para Newton e de vinte e oito para Fick. A causa da queda passou do palpite de Scully, um “problema de magneto”, a um radar de alta potência que travou os controles (já no memorando de Hottel, e ampliado por Steinman numa instalação experimental no alto de uma montanha), a uma perfuração seguida de descompressão (Carr) e a um pouso controlado depois que a nave talvez tenha sido alvejada (Ramsey). Os cientistas de 1950 precisaram de dois dias para entrar; os moradores de Ramsey conseguiram em poucas horas. Até o aniversário se deslocou: o primeiro simpósio de Aztec, em 1998, teria marcado uma queda em maio de 1948, e outros pesquisadores propuseram 13 de fevereiro e 12 de abril. Uma imagem sobreviveu, do livro de 1950 a Steinman e às testemunhas de Ramsey: uma vara enfiada por uma vigia para apertar um botão, e uma porta que se abre.
Fontes: A série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerBehind the Flying SaucersGuy HottelUFO · Part 8Air Force Freezes Ufo StoryUFO Crash at Aztec: A Well Kept SecretFlying-Saucer MenThe Aztec UFO Symposium: How This Saucer Story Started As a Con GameAlleged UFO crash, Aztec, 1948 · Another alleged crash, February 13, 1948The Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenha
O que mostram os arquivos do governo
Os papéis do FBI e da Força Aérea de 1950 são autênticos e muitas vezes citados como corroboração, mas cada um registra um boato, não uma investigação. O relatório preliminar do OSI de 16 de janeiro de 1950 é o resumo de uma matéria de jornal do Kansas. O teletipo de Denver de 9 de março relata uma palestra anônima e repassa a opinião da Força Aérea de que o sócio do palestrante era um provável caso mental. O memorando de Nova Orleans de 31 de março transmite o que um petroleiro de Denver vinha contando às pessoas desde o outono. O memorando Hottel repassa, de segunda ou terceira mão, o que um “investigador das Forças Aéreas” teria dito, e afirma que nada mais foi feito; seu texto sem tarjas, divulgado em 2022, mostra que o Bureau não o ouviu da Força Aérea, mas de um investigador da delegacia de costumes da polícia de Washington; como a polícia soube disso é desconhecido. Segundo o próprio FBI, em 2013, o Bureau nunca investigou o assunto. Em 1950, o chefe de inteligência da Força Aérea no Air Materiel Command negou ter quaisquer discos, peças ou corpos, e em 1974 Wright-Patterson negou que existisse um Hangar 18. Os arquivos do Bureau sobre Newton, ao contrário, tratam inteiramente de seus negócios, da queixa do procurador-geral da Califórnia em 1951, de que ele parecia “envolvido na perpetração de uma farsa ou fraude de grandes proporções”, até a mina de Silver City.
Fontes: UFO · Part 8Guy HottelThe “Guy Hottel” Memo and the Crashed Flying Saucers of New MexicoUFOs and the Guy Hottel MemoFrank Scully Papers · recortes de jornal, 1947–1951Robert Spencer CarrSilas Newton
O registro judicial
O processo por fraude, n.º 40891 no Tribunal Distrital de Denver, é a parte mais bem documentada da história. A moção por um novo julgamento relaciona cheques à Newton Oil Company de julho a novembro de 1949 e acordos assinados com Flader, e os jornais de Denver cobriram semanas de depoimentos sobre as máquinas, suas peças de rádio de sobra de guerra e suas baterias. A condenação foi por vender a Flader equipamentos de detecção de petróleo e arrendamentos, não por contar histórias de discos voadores; o disco fazia parte da conversa de venda, e o júri ouviu Flader contá-la. As fontes divergem quanto ao dinheiro: os prejuízos de Flader aparecem como algo entre 50.000 e mais de 231.000 dólares, e a restituição como 79.452 dólares nas notícias das agências, mas 18.000 dólares nas memórias de um dos promotores, Edward Lehman. Scully sustentou até o fim que tinha sido “uma condenação injusta”, que deveria ter sido uma ação civil, e Ramsey e Thayer vão além: “Percebemos que o governo armou aquela história para afundar Aztec”, disse Thayer à DGO Magazine, “e eles estavam dispostos a arruinar a vida de duas, três pessoas.” Nada nos autos do julgamento e nas notícias de imprensa reunidos aqui situa em Aztec o disco do golpe.
Fontes: A série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerRolling with the Press: A Publisher’s JourneyWas what happened in 1948 flying saucer incident a cover-up? A hoax? Or something else entirely?
Os argumentos a favor de uma queda real
Quem acredita que um disco de fato caiu perto de Aztec aponta várias coisas. Ramsey e Thayer dizem ter examinado mais de 55.000 documentos e entrevistado testemunhas em vinte e sete estados que, segundo Thayer, embora “separadas por centenas de milhas”, contavam histórias coincidentes sobre uma nave, pequenos corpos e juramentos de sigilo. O físico Robert Sarbacher, que em 1950 teria dito ao engenheiro canadense Wilbert Smith que o livro de Scully estava “substancialmente correto”, escreveu a Steinman em 1983 que von Neumann e Vannevar Bush tinham estado “definitivamente envolvidos” em resgates e, a seu ver, Oppenheimer também, embora acrescentasse não ter “nenhum conhecimento sobre as datas dos resgates” e não citasse lugar algum. Se o diário de Newton apresentado por Pflock for autêntico, alguém no governo se interessou pela história. A resenha de Clark sobre o livro de 2012 achou as testemunhas frágeis quando examinadas de perto. Apenas dois homens identificados afirmaram ter estado lá: Doug Noland, entrevistado depois de uma “série de derrames”, e Ken Farley, entrevistado quando estava “morrendo de uma doença respiratória”. Um policial que teria estado presente nunca chegou a ser entrevistado, uma fonte de inteligência é identificada apenas como “George”, e um pastor que teria visto os corpos tinha um filho, também pastor, que nunca ouviu o pai falar disso. Outra testemunha, Fred Reed, escrevera ao jornal de Aztec dias antes de Ramsey entrevistá-lo que o OSS, dissolvido em 1945, mandara seu grupo ao local em 1948, e que aquilo “não parecia o local de uma queda”. Os alienígenas, escreveu, tinham erguido montes de pedras marcando o caminho desde a estrada do campo de petróleo, e as árvores se abriam para o sul, “um típico sinal de socorro de extraterrestres”; “no fim das contas, era isto: nenhuma queda de OVNI”. O disco havia pousado de propósito para enterrar alguma coisa e depois fora embora voando. Nada disso aparece no livro, observa Clark, que em vez disso apresenta o estelionatário Newton como um “homem de ciência”. Contra tudo isso está a trilha documental da história original: ela leva a dois homens que a usaram para vender máquinas de achar petróleo, Cahn a desmontou com um teste de laboratório em 1952, e o próprio Scully admitiu que o Dr. Gee era uma figura composta inventada por ele. Nenhum relato de testemunha reunido desde os anos 1970 foi até hoje confirmado por um único documento de 1948.
Fontes: Aztec UFO landing subject of new bookUFO Crash at Aztec: A Well Kept SecretThe Most Complicated UFO Case Ever? Maybe, Maybe Not…The Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenhaThe Flying Saucers and the Mysterious Little MenIn Armour Bright
- PRIMAVERA DE 1944
Silas M. Newton escreve de Denver a Frank Scully, insistindo para que ele escreva um livro sobre Frank Harris.
- 1946–1948
Newton escreve na Petroleum Review que as jazidas de petróleo emitem micro-ondas e perfura poços secos no Mojave.
- 25 MAR 1948
A data que autores posteriores dão para a queda de Aztec. Nenhum registro de 1948 menciona uma.
- ABR 1949
Leo GeBauer visita Herman Flader em Denver com uma máquina de achar água; Newton aparece semanas depois.
- JUL–NOV 1949
Flader assina acordos e passa cheques à Newton Oil Company por arrendamentos e pelas máquinas de GeBauer.
- AGO 1949
GeBauer demonstra seu detector em Hart Canyon, perto de Aztec, segundo o relato de Clark; Newton e GeBauer contam suas histórias a Scully.
- 12 OUT 1949
A coluna de Scully na Variety “One Flying Saucer Lands in New Mexico” (Um disco voador pousa no Novo México), segundo a data das bibliografias posteriores.
- 6 JAN 1950
O Wyandotte Echo publica a história de Rudy Fick sobre “Coulter” e os homens de três pés; o OSI da Força Aérea a arquiva em 16 de janeiro.
- 8 MAR 1950
Newton, sem ser identificado, dá uma palestra a uma turma de ciências básicas da Universidade de Denver sobre o disco de 99,99 pés e seus dezesseis mortos.
- 17 MAR 1950
Várias centenas de pessoas em Farmington relatam um voo em massa de objetos em plena luz do dia.
- 22 MAR 1950
Guy Hottel envia a J. Edgar Hoover um memorando sobre três discos recuperados no Novo México.
- 8 SET 1950
A Henry Holt publica Behind the Flying Saucers.
- FEV–JUN 1951
J. P. Cahn se encontra com Newton, troca um disco metálico, manda testá-lo, descobre que é alumínio e localiza GeBauer em Phoenix.
- SET 1952
A True publica a denúncia de Cahn; Flader telefona para Cahn, e os detectores (os “doodlebugs”) são abertos em Denver.
- OUT 1952
Newton e GeBauer são acusados de um estelionato (confidence game) de 50.000 dólares e presos em Los Angeles e Phoenix.
- 29 DEZ 1953
O júri considera os dois culpados; mais tarde recebem liberdade condicional e a ordem de ressarcir Flader.
- 1963
As memórias de Scully chamam o Dr. Gee de “um personagem composto de oito homens”. Ele morre no ano seguinte.
- 1972
Newton morre em Los Angeles.
- OUT 1974
Robert Spencer Carr anuncia que doze seres de uma queda em Aztec estão congelados em Wright-Patterson.
- 1986
Steinman e Stevens publicam UFO Crash at Aztec, fixando a data em 25 de março de 1948 e o local em Hart Canyon.
- SET–OUT 1991
Jones e Minshall relatam na International UFO Reporter que os velhos moradores de Aztec negam qualquer queda.
- 1998
A biblioteca de Aztec realiza seu primeiro simpósio sobre OVNIs; Linda Moulton Howe apresenta o memorando Hottel no programa de Art Bell.
- ABR 2011
O Vault, o arquivo online do FBI, é aberto, e o memorando Hottel viraliza como prova de Roswell.
- 2012
Os Ramsey e Frank Thayer publicam The Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon.
- 8 AGO 2022
O Black Vault publica o memorando Hottel sem tarjas, que aponta um investigador da polícia de Washington como a fonte.
Fontes e entrevistas
As fontes permanecem no idioma original; seus títulos e descrições estão traduzidos.
Behind the Flying SaucersFrank Scully · Henry Holt and Company · Nova York, 8 de setembro de 1950 · via Internet ArchiveFrank Scully Papers · Newton, Silas M. · correspondência, textos datilografados e recortesAmerican Heritage Center, Universidade do Wyoming, coleção 9554 · caixa 3, pastas 1–2 · a transcrição da palestra de Newton na Universidade de Denver e seu “Running Account”, o memorando de Scully sobre J. P. Cahn, as cartas de junho de 1951, o desmentido de GeBauer e o relatório do Better Business Bureau, recortes do julgamento no Denver Post e no Rocky Mountain News, a moção por um novo julgamento · via Internet ArchiveFrank Scully Papers · recortes de jornal, 1947–1951American Heritage Center, Universidade do Wyoming, coleção 9554 · caixa 6, pasta 1 · Denver Post, Los Angeles Mirror, Rocky Mountain News, a série de Bob Considine para a INS de novembro de 1950 · via Internet ArchiveThe Flying Saucers and the Mysterious Little MenJ. P. Cahn · True · setembro de 1952 · pp. 17–19, 102–112 · nos Frank Scully Papers, recortes de revistas 1949–1952, via Internet ArchiveA série de J. P. Cahn sobre a fraude Newton–GeBauerSan Francisco Chronicle · janeiro de 1954 · seis partes · recortes nos Frank Scully Papers, caixa 3, pasta 2, via Internet ArchiveUFO · Part 8FBI Records: The Vault · arquivo 62-83894 · relatório preliminar do OSI de 16 de janeiro de 1950, teletipo de Denver de 9 de março de 1950, memorando de Nova Orleans de 31 de março de 1950Silas NewtonFBI Records: The Vault · partes 1–6 · cartas do procurador-geral da Califórnia de 1951, fichas de prisão, os arquivos de Los Angeles e Silver City de 1969–1970Guy HottelFBI Records: The Vault · Office Memorandum, SAC Washington ao diretor, “Flying Saucers / Information Concerning”, 22 de março de 1950UFOs and the Guy Hottel MemoFBI News · 25 de março de 2013 · cópia arquivada via Wayback MachineThe “Guy Hottel” Memo and the Crashed Flying Saucers of New MexicoJohn Greenwald · The Black Vault · atualizado em 8 de agosto de 2022 · com a divulgação sem tarjas do FOIA 1555167-000Why did a vice cop report crashed saucers and dead aliens to the FBI in 1950?Jason Colavito · blog · 8 de agosto de 2022Flying-Saucer MenTime · 27 de outubro de 1952 · seção Press · via Internet ArchiveThe Report on Unidentified Flying ObjectsEdward J. Ruppelt · Doubleday, 1956 · capítulo 7 · Project GutenbergIn Armour BrightFrank Scully · Chilton, 1963 · capítulo 18, “Flying Saucers, Where Are You?” · via Internet ArchiveThe Aztec UFO Symposium: How This Saucer Story Started As a Con GameDavid E. Thomas · Skeptical Inquirer 22(5) · setembro/outubro de 1998 · News and Comment · via Internet ArchiveUFO Crash at Aztec: A Well Kept SecretWilliam S. Steinman, com contribuições de Wendelle C. Stevens · UFO Photo Archives, Tucson, 1986 · prefácio de Leonard H. Stringfield · via Internet ArchiveAztec, New Mexico — a crash story reexaminedWilliam E. Jones e Rebecca D. Minshall · International UFO Reporter 16(5) · setembro/outubro de 1991 · pp. 11–15, 23 · via Internet ArchiveNM MUFON News n.º 13 · entrevista com Rebecca MinshallNew Mexico MUFON · 14 de fevereiro de 1994 · via Internet ArchiveAir Force Freezes Ufo StoryAnn Arbor Sun · 1º de novembro de 1974 · via Ann Arbor District LibraryRobert Spencer CarrWikipédia · com citações do Tampa Tribune, do Cincinnati Enquirer e do Dayton Daily News de 1974 e de Timothy Spencer Carr na Skeptical Inquirer, 1997Hangar 18 (conspiracy theory)WikipédiaThe Aztec Incident: Recovery at Hart Canyon · resenhaJerome Clark · Journal of Scientific Exploration 26(3) · outono de 2012 · pp. 707–714 · reproduzida no blog de Kevin Randle, 27 de outubro de 2012The Most Complicated UFO Case Ever? Maybe, Maybe Not…Nick Redfern · sobre o “diário” de Newton apresentado por Karl Pflock · reproduzido pelo Journal News OnlineUFO researchers looking for witnesses to N.M. crashesAssociated Press · The News & Observer, Raleigh · 5 de maio de 2003 · transcrição de Patrick GrossSymposium: Is the UFO truth in Aztec?Dale Rodebaugh · The Durango Herald · 21 de março de 2004 · transcrição de Patrick GrossAztec to premiere UFO documentaryDebra Mayeux · The Daily Times, Farmington · 22 de agosto de 2004 · transcrição de Patrick GrossAztec UFO landing subject of new bookLeigh Irvin · The Daily Times, Farmington · 28 de março de 2012 · cópia arquivada via Wayback MachineWas what happened in 1948 flying saucer incident a cover-up? A hoax? Or something else entirely?Amanda Push · DGO Magazine, Durango · 2023The truth is out there: Aztec is home to another purported alien crash-landing site within NMToby Smith · Albuquerque Journal · 19 de novembro de 2020 · cópia arquivada via Wayback MachineAztec, New Mexico: UFO Crashed HereRoadsideAmerica.com · dicas e indicações para visitantesRoswell FBI memo: Baloney or hogwash?Benjamin Radford · The Christian Science Monitor · 11 de abril de 2011Flying Saucers and Fraud: The Silas M. Newton StoryDenver Public Library · blog Western History and GenealogyAlleged UFO crash, Aztec, 1948 · Another alleged crash, February 13, 1948Patrick Gross · UFOs at close sight · compilações de resumos de pesquisadores, 2001 e 2004Rolling with the Press: A Publisher’s JourneyEdward Lehman · Filter Press, 2016 · as memórias de um promotor distrital adjunto no julgamento de 1953 · via Internet ArchiveAztec crashed saucer hoaxWikipédia · para os títulos e datas das colunas de Scully na Variety e a morte de Newton em 1972Encontrou um erro ou conhece uma fonte melhor? Escreva para hello@uap.fun.
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