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DOSSIÊ / 076 — 1948

A morte do capitão Mantell

Numa tarde de inverno de 1948, a torre de Fort Knox avistou algo branco suspenso no céu. Quando quatro Mustangs passaram por cima, a torre pediu ao líder deles, o capitão Thomas Mantell, que fosse olhar. Ele subiu atrás do objeto sem oxigênio, informando pelo rádio que era metálico e enorme. Seu caça se despedaçou perto da cidade onde ele nascera. A Força Aérea culpou Vênus, depois um balão secreto. O caso nunca se fechou de todo.

Fotografia em preto e branco de três caças a hélice com capotas em bolha voando em formação escalonada contra um céu claro, cada um marcado “KY ANG” ao lado da insígnia da estrela, com os números 10, 29 e 77 no nariz e “ANG” na cauda.
1948
Não é o avião de Mantell: três F-51D Mustang do 165th Fighter Squadron, da Guarda Nacional Aérea do Kentucky, a unidade em que ele voava, fotografados entre 1946 e 1952. Foto da Força Aérea dos EUA, domínio público, via Wikimedia Commons. Recortada.

Seis meses depois dos discos

No Ano-Novo de 1948, os discos voadores do verão anterior já tinham virado piada nas retrospectivas de fim de ano. O New York Times os arquivou sob “Os outrora discos voadores”. Dentro da Força Aérea, porém, o assunto não estava encerrado. Em setembro de 1947, o tenente-general Nathan Twining, comandante do Air Materiel Command em Wright Field, Dayton, escrevera que “o fenômeno é algo real, e não visionário ou fictício”, e pedira um estudo formal. Esse estudo, o Project Sign, deveria começar em 22 de janeiro de 1948. Duas semanas antes, o primeiro grande caso da era dos OVNIs do pós-guerra caiu em seu colo. Edward Ruppelt, que mais tarde dirigiu o projeto de OVNIs da Força Aérea, chamou o incidente Mantell de “Volume I de ‘Os Clássicos’”. Seu arquivo, escreveu ele, tornou-se o avistamento mais minuciosamente investigado de sua época, “pelo menos o arquivo era o mais grosso”.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”

O piloto

Thomas Francis Mantell Jr. nasceu em Franklin, no Kentucky, em 30 de junho de 1922, e cresceu em Louisville. A irmã se lembrava de aeromodelos pendurados por toda a cama dele. Ele entrou para o Army Air Corps em 16 de junho de 1942 e se formou na escola de voo no dia em que completou 21 anos. Esperava pilotar caças, mas foi mandado para o transporte de tropas, voando C-47 no 96th Troop Carrier Squadron. No Dia D, rebocou um planador sobre a Normandia e, segundo os relatos de seu serviço, seu avião, apelidado de Vulture’s Delight, foi gravemente atingido por fogo antiaéreo e pegou fogo quando ainda estava a cerca de 100 milhas do alvo; ele soltou o planador sobre o alvo e trouxe o avião avariado de volta à Inglaterra. Ganhou a Distinguished Flying Cross, voou nas missões da Holanda e da travessia do Reno e, depois da guerra, ensinou cadetes chineses a voar em Bergstrom Field, no Texas. De volta a Louisville no fim de 1946, com a mulher, Peggy, e dois filhos pequenos, entrou para a recém-criada Guarda Nacional Aérea do Kentucky em fevereiro de 1947 e, um mês depois, abriu a escola de aviação Elkins-Mantell Flying School em Bowman Field. Na Guarda, comandava a esquadrilha C do 165th Fighter Squadron. Tinha cerca de 2.300 horas de voo militar, mas só umas 70 no P-51 Mustang.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)7 January 1948 (capitão Thomas Francis Mantell Jr. e o F-51D 44-63869)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)

Um grande objeto circular

Na quarta-feira, 7 de janeiro, por volta da uma da tarde, a Patrulha Rodoviária Estadual do Kentucky começou a repassar relatos de algo no céu. De onde vinham é a primeira confusão do caso. O coronel Guy F. Hix, comandante de Godman Field, em Fort Knox, disse que seu quartel-general recebera telefonemas sobre um objeto voador perto de Elizabethtown, depois Madisonville, depois Lexington. A mensagem chegou à torre de controle pelo gabinete de Hix. Os depoimentos da própria torre davam o nome da cidade como “Mansville” (existe uma Mannsville no Kentucky) ou Maysville. A descrição era a mesma em todas as versões: um “grande objeto circular de 250 a 300 pés de diâmetro”, deslocando-se para oeste “num ritmo bem rápido”. Godman pediu ao Flight Service que consultasse Wright Field sobre aeronaves experimentais. O setor de testes de voo de Wright não tinha nenhuma na área, só um B-29 e um A-26 em missões fotográficas. Logo o Flight Service passou posições do objeto sobre Irvington e depois Owensboro, a oeste da base. Os jornais citaram uma única fonte: um sargento da patrulha, John T. Worful, disse que uma viatura informara por rádio, de Madisonville, sobre um objeto que parecia “uma casquinha de sorvete com um foguinho embaixo”, com cerca de 45 pés de largura e 100 pés de comprimento “através de uma pequena luneta”.

Uma página datilografada com o cabeçalho “Report of Unusual Incident” e o carimbo “Unclassified”, descrevendo relatos da Polícia Estadual do Kentucky sobre um objeto circular de 250 a 300 pés de diâmetro, a consulta a Wright Field, os quatro P-51 e os números das aeronaves de seus pilotos, e a informação de que o piloto Mantell caiu 5 milhas a sudoeste de Franklin.
O “Report of Unusual Incident” (relatório de incidente incomum) redigido no Flight Service de Wright Field logo após a perseguição: o relato da polícia estadual sobre um objeto de “aproximadamente 250 – 300 pés de diâmetro”, a verificação de aeronaves experimentais e a subida dos P-51. Arquivo do Projeto Blue Book, documento do governo dos EUA, domínio público, via Internet Archive. Fonte da imagem

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)

Algo ao sul

Por volta de 13h45 ou 13h50, Blackwell o viu: um objeto no céu ao sul do campo. Oliver primeiro achou que estava imaginando coisas, olhou de novo e teve certeza. Chamaram o tenente Orner, que chamou o oficial de operações, capitão Cary Carter, que subiu na hora com um binóculo; Carter ligou para o gabinete do comandante, e o tenente-coronel E. Garrison Wood e o capitão James Duesler vieram à torre, seguidos pelo coronel Hix. Por volta das 14h20, sete homens observavam. Só concordavam que aquilo estava lá. Para Orner, pelo binóculo, “parecia em parte um paraquedas com o sol forte brilhando no alto da seda”, com alguma luz vermelha em torno da parte de baixo. Oliver achou que tinha “a semelhança de uma casquinha de sorvete com cobertura vermelha”. Carter o viu “redondo e branco (mais branco que as nuvens que passavam à frente dele)”, visível através de cirros finos. Duesler viu “o objeto prateado brilhante”. Wood calculou que tinha um décimo do tamanho da lua cheia se estivesse longe e, se estivesse perto, “pelo menos várias centenas de pés de diâmetro”. Hix o situou em cerca de 215 graus, com um quarto do tamanho da lua cheia a olho nu, e branco; pelo binóculo de oito aumentos, mostrava uma borda vermelha que aparecia e sumia embaixo e em cima. Ficou ali, escreveu ele, parado por uma hora e meia.

Um formulário datilografado da Força Aérea intitulado “Check-List – Unidentified Flying Objects, Incident #33”, preenchido para o sargento técnico Quinton A. Blackwell, operador-chefe da torre de controle de Godman Field, com itens como altitude acima de 15.000 pés, velocidade superior à do P-51, direção sul, tamanho “Tremendous” e cor “Silvery or metallic”.
A lista de verificação do Project Sign para o chefe da torre, o sargento técnico Quinton Blackwell, incidente nº 33: um objeto, “acima de 15.000 pés”, velocidade “superior à do P-51”, tamanho “Tremendous” (tremendo), cor “Silvery or metallic” (prateado ou metálico). Arquivo do Projeto Blue Book, documento do governo dos EUA, domínio público, via Internet Archive. Fonte da imagem

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”

National Guard 869

Por volta de 14h30 a 14h45, quatro P-51D Mustang chegaram do sul, rumo a Standiford Field, em Louisville. Eram caças da Guarda Nacional Aérea do Kentucky voltando de Marietta, na Geórgia, onde o mau tempo os retivera durante as festas; Mantell se oferecera para liderar o voo de traslado e descera até lá na véspera. Blackwell os chamou duas vezes no canal da torre. “Roger, Godman Tower”, veio a resposta. “Aqui é National Guard 869, líder da formação.” Blackwell perguntou se tinham combustível suficiente para dar uma olhada num objeto ao sul do campo. Mantell, conforme Blackwell lembrou a conversa uma semana depois, respondeu: “Roger, tenho combustível e vou dar uma olhada para vocês se me derem o rumo correto e qualquer informação que tiverem para localizar o objeto.” Seu ala, o tenente Robert Hendricks, com pouco combustível, pediu para seguir para casa e pousou em Standiford às 15h01. Mantell fez os outros dois darem a volta e começou a subir. A torre lhe deu um rumo de cerca de 210 graus e, depois, uma correção de cinco graus para a esquerda.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)

Que diabos estamos procurando?

Nem todos no voo sabiam o que estavam perseguindo. Mantell passara seu rádio para o canal B da torre sem o sinal habitual, e o líder de sua seção, o tenente Albert Clements, e o ala de Clements, o tenente Buford Hammond, continuavam no canal C. Clements se viu seguindo “uma subida em espiral bastante acentuada para a direita” em alta potência, até 14.000 pés, e depois para sudoeste, subindo na razão máxima. Na frequência da torre, um dos alas perguntou: “Que diabos estamos procurando?” Hammond disse ao Louisville Courier-Journal dois dias depois: “No começo achei que estávamos perdidos. Depois começamos a subir e imaginei que estávamos procurando Louisville.” A 16.000 pés, Clements pôs a máscara de oxigênio. Era o único dos três que tinha uma. A Guarda, explicou seu oficial de operações, não distribuíra oxigênio de modo geral porque seus pilotos treinavam em baixas altitudes. Já se sabia antes da decolagem, escreveu Clements, que nem Mantell nem Hammond levavam equipamento de oxigênio.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)

Metálico e de tamanho tremendo

Os homens na torre perderam os aviões de vista, mas ainda viam o objeto, e dali em diante só tinham o rádio, que ninguém gravou. Por volta das 14h45, segundo o relato de Blackwell, Mantell informou que o objeto estava “à frente e acima, continuo subindo”. A 15.000 pés: “O objeto está bem à minha frente e acima de mim agora, movendo-se a cerca de metade da minha velocidade.” Quando lhe pediram uma descrição, disse, no primeiro depoimento de Blackwell, “Parece objeto metálico de tamanho tremendo”; no segundo, escrito em 15 de janeiro, “Parece ser um objeto metálico ou possivelmente reflexo do sol num objeto metálico, e é de tamanho tremendo”. Depois, por volta das 15h15: “Continuo subindo, o objeto está acima e à minha frente, movendo-se mais ou menos à minha velocidade ou mais rápido. Estou tentando me aproximar para ver melhor.” Os outros ouviram de outro jeito. Duesler ouviu que o objeto era brilhante e “subia, afastando-se dele”, a cerca de metade da velocidade de Mantell, umas 180 milhas por hora; Hix, um objeto “muito grande e muito brilhante”. Carter ouviu um dos pilotos, não soube dizer qual, avisar que iria até 20.000 pés e, “se não chegar mais perto”, abandonaria a perseguição. Carter ouviu outra voz dizer: “Aqui são 15.000 pés, vamos nivelar.” Ruppelt escreveu anos depois que ninguém na torre conseguia concordar quanto às palavras “metálico” e “tremendo”; os depoimentos do arquivo mostram que pelo menos Blackwell as anotou dois dias depois.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”

Como uma estrela

Clements, agora no canal de Mantell, perguntou para onde iam e lhe disse que já tinham passado muito do horário de chegada. A 20.000 pés, Mantell disse: “Olha, tem uma cidade lá embaixo com um aeroporto ao lado”, e Clements reconheceu Bowling Green. Mais uma vez perguntou o que estavam procurando. “Olha, lá está ele, na posição de 12 horas”, respondeu Mantell. Clements distinguiu “um objeto de aparência brilhante, muito pequeno e tão distante que era impossível identificar seu tamanho, forma, cor”, um pouco abaixo do sol e à esquerda dele. Eram cerca de 15h15. Ele sugeriu que nivelassem, ganhassem velocidade e tentassem passar por baixo do objeto. A resposta de Mantell veio truncada, algo sobre subir até 25.000 pés por dez minutos e descer se não chegassem mais perto. A essa altura, Hammond sinalizava que estava em apuros. “Quando cheguei a 22.000, estava vendo dobrado”, contou ao Courier-Journal. “Girei o dedo em volta da cabeça para mostrar a ele que estava ficando zonzo.” A 22.500 pés, Clements desistiu. Mantell, escreveu ele, “desapareceu, ainda subindo quase direto para o sol”, e não respondeu ao aviso de que eles estavam voltando. Dois dias depois, Clements disse ao jornal que o objeto parecia “uma estrela” e que “quanto mais penso nisso, mais me convenço de que era uma estrela ou algum outro tipo de corpo celeste”. Mais tarde naquela tarde, ele subira de novo, reabastecido e com oxigênio novo, até 33.000 pés e 100 milhas ao sul, e não viu nada.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)

Três círculos sobre a Lake Spring Road

Lá embaixo, perto de Franklin, Glenn Mayes estava do lado de fora de sua casa na Lake Spring Road por volta das 15h15 quando ouviu um avião no alto “fazendo um barulho esquisito, como se mergulhasse e arremetesse, mas não estava, só estava circulando”. Depois de uns três círculos, jurou ele naquela noite, “o avião entrou num mergulho com motor, girando devagar”, tão alto que ele mal conseguia vê-lo, o barulho “cada vez maior”, e “explodiu a meio caminho entre onde começou o mergulho e o chão. Não se viu fogo”. Bateu, disse ele, às 15h20. William Mayes assinou uma declaração juramentada quase com as mesmas palavras. A sra. Carrie Phillips estava sentada na sala da frente quando ouviu uma explosão, correu à janela e viu o avião cair a cerca de 250 jardas dali. Contou aos jornais que ele parecia ter problemas no motor ao passar sobre a casa e que se desmanchava na altura das copas das árvores. Barbara Mayes, de 14 anos, que esperava o ônibus escolar, ouviu-o explodir no alto. O Franklin Favorite registrou peças encontradas a um quarto de milha dali e “um rastro de vapor” ainda pairando no céu uma hora depois da queda. O relógio de pulso de Mantell tinha parado às 15h18.

Uma fotocópia desbotada e de alto contraste de uma fotografia de destroços de avião entre árvores jovens sem folhas e folhas secas: uma chapa rasgada de revestimento metálico rebitado, uma seção de fuselagem com uma armação curva e galhos quebrados pelo chão.
Destroços do F-51D de Mantell, número de série 44-63869, na fazenda Phillips, tal como copiados no arquivo do Projeto Blue Book. O relatório do acidente concluiu que a asa esquerda se soltara no ar e que a capota continuava travada. Documento do governo dos EUA, domínio público, via Internet Archive. Fonte da imagem

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)The Mantell case, January 7, 1948 (recortes de imprensa, o Franklin Favorite, testemunhos posteriores)The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)

Alto demais, rápido demais

O primeiro investigador a chegar ao local naquela noite foi o capitão Richard L. Tyler, oficial de operações da Guarda e, como ele próprio escreveu, o amigo mais próximo de Mantell. Seu relatório compilado de 12 de janeiro data o acidente às 15h18 CST, a hora do relógio despedaçado. O relatório de acidente da Força Aérea, que Ruppelt resumiu mais tarde, concluiu: Mantell perdeu a consciência a cerca de 26.000 pés; o Mustang, compensado para subida máxima, continuou subindo até que o ar rarefeito lhe tirou a potência e ele se nivelou perto de 30.000; então o torque o puxou para uma curva suave à esquerda que se fechou num mergulho em espiral, e a velocidade excessiva começou a despedaçá-lo em algum ponto entre 10.000 e 20.000 pés. A capota continuava travada, portanto Mantell não tentara saltar. A asa esquerda caiu a 100 pés dos destroços principais, e havia peças espalhadas por até seis décimos de milha, de norte a sul. A fuselagem descera de chapa, sobre o lado esquerdo, e não deslizara para a frente. Ruppelt também respondeu aos boatos: o corpo não tinha queimado nem estava crivado de furos, e os destroços não eram radioativos nem estavam magnetizados. Em casa, em Louisville, lembrou sua mulher décadas depois, dois vizinhos bateram à porta e disseram: “Peggy, temos uma coisa que precisamos te contar.” Mantell foi sepultado no Zachary Taylor National Cemetery, em Louisville.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)

Se alguma força externa não causou sua morte

O relatório de Tyler termina com um parágrafo que, segundo escreveu Brad Sparks em 2006, os pesquisadores passaram 58 anos sem conhecer. “Seu interesse por voar não podia ser superado”, escreveu ele. “Ele amava o P-51, sentia que o dominava, e voava … não com descuido, mas como um piloto de caça agressivo. Acredito firmemente que, se ele achasse que tinha alguma chance de alcançar esse objeto, o teria perseguido conscientemente até a morte. Acho que ele viu algo mais do que uma estrela ou um balão … tinha inteligência acima da média. Ele respeitava o avião e os perigos da anoxia. Se alguma força externa não causou sua morte, acho que ele desmaiou rápido demais para mudar sua linha de voo.” Em público, Tyler disse à Associated Press que Mantell simplesmente voara alto demais e perdera a consciência, e disse ao Courier-Journal que os voos de Mantell na guerra tinham sido sobretudo a baixa altitude. Ruppelt, lendo um microfilme danificado em 1952, citou um amigo de longa data segundo o qual Mantell era um dos pilotos mais cautelosos que ele conhecia e não poderia ter ignorado a falta de oxigênio: “A única coisa que consigo pensar é que ele estava atrás de algo que acreditava ser mais importante do que sua vida ou sua família.”

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”Blame Flying Disc for Death of PilotThe Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)

Vidro, corda e um sol se pondo

Mantell não era o único a olhar o céu naquela tarde. Dois pilotos em Hopkinsville, Jimmy Garret e Bill Crenshaw, subiram atrás de um objeto voador e o identificaram como um balão. Em Clarksville, no Tennessee, as pessoas viram algo prateado pairar sobre o tribunal por meia hora. Em Nashville, Carl Seyfert, da Universidade Vanderbilt, tomou primeiro o objeto brilhante acima do sol a oeste por Vênus, depois por um cometa; então olhou por um telescópio e viu um balão, “bulboso no alto” e afinando até uma ponta, com uma corda pendurada e nós ou pequenos objetos que podiam ser instrumentos. O Weather Bureau concordou que era um balão, mas disse que não era deles. L. E. Rawls, que observava da torre da rádio WSM com um telescópio que o ampliava cem vezes, tinha a mesma certeza de que era um balão. O astrônomo local Latimer J. Wilson achou que ele tinha a forma de uma lâmpada elétrica e parecia transparente, “feito de vidro”; viu-o ficar amarelo às 16h50, vermelho às 17h05, e sumir às 17h12. Ruppelt encontrou depois mais dois relatos enterrados no arquivo: um homem em Madisonville que viu um balão por um telescópio e um astrônomo ao norte de Nashville que telefonou às 16h45 com a mesma resposta.

Fontes: The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”Skyhook 160 Miles from Mantell (debate na lista de discussão de 10 de junho de 2006)

Luzes depois do anoitecer

O dia não tinha terminado. Às 17h35, escreveu o tenente Orner, ele voltou à torre e viu uma luz brilhante baixa no oés-sudoeste, redonda, com o que parecia uma mancha escura no centro, brilhando através da neblina quando nenhuma estrela estava visível. Ela foi acompanhada com o teodolito da estação meteorológica, do telhado do hangar, até afundar abaixo do horizonte “de maneira semelhante ao pôr do sol ou da lua”. Na Clinton County Army Air Base, perto de Wilmington, Ohio, operadores da torre e uma tripulação de alerta viram o que o jornal local chamou de “um cone vermelho flamejante arrastando uma névoa gasosa verde” no sudoeste, das 19h20 às 19h55, parado no ar e depois, segundo eles, ganhando e perdendo altitude em “tremendas arrancadas de velocidade”. Ruppelt escreveu que cerca de uma dúzia de torres de aeródromos do Meio-Oeste relataram naquela noite uma luz baixa no sudoeste, e que a Força Aérea a identificou como Vênus, que se punha. Os autores de livros sobre discos voadores, acrescentou ele, afirmaram que essa luz da noite era o que Mantell estivera perseguindo. Décadas depois, pesquisadores do NICAP discutiram os números do teodolito de Orner, que, tal como repassados por uma linha telefônica entre bases para Clinton County, pareciam derivar para o sul enquanto Vênus se movia para o norte.

Fontes: The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”Skyhook 160 Miles from Mantell (debate na lista de discussão de 10 de junho de 2006)

A culpa é do disco voador

No dia seguinte a história ganhou o país. “Aviador morre perseguindo suposto disco voador”, dizia a manchete sobre a matéria da Associated Press em Wilmington, Ohio. O Louisville Courier-Journal apontou para Vênus. O Dr. Walter Lee Moore, da Universidade de Louisville, apontou seu telescópio pelas direções que os oficiais de Godman lhe deram e encontrou o planeta. Em “condições atmosféricas muito excepcionais”, disse ele, Vênus podia ser visto de dia: “Se perseguiram Vênus em aviões, certamente tinham um longo caminho pela frente.” Hix não se convenceu. O objeto, disse ele, “muito branco” e como “um paraquedas aberto de cabeça para baixo”, ou um guarda-chuva, ficara praticamente no mesmo lugar até o pôr do sol (na verdade, a torre o perdeu atrás das nuvens por volta das 15h50). “Se fosse um corpo celeste”, argumentou, “certamente teria se movido em algum momento durante a tarde.” Disse à United Press que ele tinha cerca de metade do tamanho da lua cheia, “absolutamente branco, exceto por uma faixa vermelha que parecia girar”, e arriscou que era um corpo celeste ou um grande balão. Ele recebera umas 35 ligações de todo o estado, de perto de Lebanon até Morganfield, com alturas estimadas de 150 pés a quatro milhas. Em 9 de janeiro a AP resumiu: objetos luminosos “são culpados pela morte de um piloto de avião que seguia um deles”, e a natureza do objeto de Mantell “nunca foi estabelecida”.

Fontes: The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)Blame Flying Disc for Death of Pilot‘Saucer Victim’ (Associated Press, Louisville, 9 de janeiro)The Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)

Não era o planeta Vênus

O Project Sign registrou o caso como o incidente nº 33, e um investigador partiu imediatamente para Louisville. Ruppelt, que chegou depois, descreveu uma Força Aérea que culpara Vênus quase antes de as equipes de resgate chegarem aos destroços, enquanto, dentro da inteligência da Força Aérea em Wright Field, a maioria dos analistas achava em particular que Mantell perseguira uma nave espacial. O astrônomo contratado pela Força Aérea, J. Allen Hynek, da Universidade Estadual de Ohio, calculou que às 15h Vênus estava a sul-sudoeste de Godman, 33 graus acima do horizonte, não longe do objeto, que a torre situava a cerca de 45 graus acima do horizonte. Mas o planeta era só umas seis vezes mais brilhante que o céu ao redor, quase impossível de achar a olho nu mesmo num dia claro, e o dia estava enevoado. Em novembro de 1948, uma folha de encaminhamento assinada por A. B. Deyarmond, da inteligência do Air Materiel Command, comparando Vênus com uma série de direções do objeto, concluiu: “As evidências obtidas … provam conclusivamente que este objeto não era o planeta Vênus.” Os pesquisadores que encontraram o documento em 2006 o leram como prova de que o caso continuava classificado internamente como inexplicado. Em abril de 1949, a Saturday Evening Post deu ao público a resposta Vênus com a bênção oficial. Mais tarde naquele ano, o relatório publicado pela Força Aérea disse que o objeto podia ter sido Vênus, ou um balão, ou dois balões, e que Vênus era duvidoso. Ruppelt o chamou de “uma obra-prima na arte da ‘linguagem evasiva’”.

Ficha datilografada do Air Technical Intelligence Center para o incidente nº 33, datada de 7 de janeiro de 1948 na Godman AFB, com anotações sobre um único objeto circular, muito grande, branco brilhante, mais rápido que um F-51, visto por mais de uma hora e meia, a observação “Famous ‘Mantell case’” (famoso “caso Mantell”) e a palavra “BALLOON” (balão) escrita à mão em grandes maiúsculas na parte de baixo.
A ficha de 1952 da Força Aérea sobre o caso: “circular”, “muito grande”, “branco brilhante”, “mais rápido que o F-51”, visto “por mais de 1½ h”, observações “Famoso ‘caso Mantell’” e, em outra letra, “BALLOON” (balão). Arquivo do Projeto Blue Book, documento do governo dos EUA, domínio público, via Internet Archive. Recortada na ficha. Fonte da imagem

Fontes: The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”“Conclusively proves that this object was not the planet Venus”: a folha de encaminhamento de Deyarmond, de novembro de 1948Skyhook 160 Miles from Mantell (debate na lista de discussão de 10 de junho de 2006)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)

Avistei a coisa

Em 1950, o aviador aposentado dos Fuzileiros Navais Donald Keyhoe fez do caso a cena de abertura de The Flying Saucers Are Real, o livro que transformou seu artigo na revista True num best-seller nacional. O Mantell dele exclama, com palavras que nenhum depoimento de 1948 contém, “Avistei a coisa! Parece metálica — e é de um tamanho tremendo!” e depois, mais perto dos relatos da torre, “Ainda está acima de mim, na minha velocidade ou mais. Vou subir a vinte mil pés. Se não chegar mais perto, abandono a perseguição.” Keyhoe pôs a estimativa do tamanho do objeto na boca de Wood, o subcomandante da base, e fez o caça de Mantell se desintegrar “com uma força terrível”. Descreveu os boatos que já circulavam: que o corpo de Mantell estava crivado de balas, que alguma força misteriosa destruíra seu avião, que a Força Aérea dissera à família que ele desmaiara para acobertar tudo. Citou também o general Sory Smith, das relações públicas da Força Aérea: “Foi o caso Mantell que me pegou. Eu conhecia Tommy Mantell muito bem — e também o coronel Hix … Eu sabia que os dois eram homens inteligentes — não do tipo que imagina coisas.” Curtis Peebles catalogou mais tarde os boatos que cresceram a partir daí, entre eles um míssil soviético, uma nave espacial que derrubou o caça quando ele chegou perto demais e um corpo desaparecido, e não encontrou nada que sustentasse nenhum deles.

Fontes: The Flying Saucers Are Real, capítulos 2 e 4Watch the Skies! A Chronicle of the Flying Saucer Myth, capítulo 3, “The Death of Mantell”, pp. 18–21

Um balão vindo de algum lugar

No início de 1952, o Pentágono pediu a Ruppelt, agora chefe do projeto de óvnis da Força Aérea, uma resposta definitiva. Ele encontrou o microfilme do arquivo, de 1949, estragado por algo derramado sobre ele, a ponto de nem os nomes dos alas serem legíveis. Sentou-se com Hynek, que se desculpou pelas evasivas de seu relatório e disse não achar que o objeto fosse Vênus. Ruppelt descartou um reflexo na cobertura da cabine, que nenhum piloto conseguiria perseguir por quinze ou vinte minutos, e os parélios, que não têm contorno nítido. Restava o Skyhook da Marinha, um balão de pesquisa de plástico com cerca de 100 pés de diâmetro que subia até a estratosfera e ainda era secreto em janeiro de 1948. As descrições batiam: um paraquedas, uma casquinha de sorvete, algo que ficava pendurado e se afastava devagar. Em 1951, o físico da Marinha Urner Liddel já afirmara que os Skyhooks explicavam os relatos confiáveis de discos voadores e que o sigilo sobre eles “não era mais necessário”. Ruppelt supôs que um deles tivesse sido lançado da base de Clinton County, em Ohio, cuja torre vira o cone vermelho naquela noite, mas nunca encontrou registro de lançamento. Pessoas dos primeiros voos Skyhook “se lembram” de ter operado de lá em 1947, escreveu ele, “mas se recusam a se comprometer com um voo em 7 de janeiro. Talvez, disseram.” Sua resposta ao Pentágono: “Pode ter sido um balão.” Em agosto de 1952, a Força Aérea divulgou à imprensa os depoimentos da torre, e sua ficha do caso foi marcada, em letra grande, BALLOON (balão).

Fotografia em preto e branco de um balão de plástico alto e parcialmente inflado subindo do convés de um navio, o invólucro franzido brilhando pálido contra um céu escuro, com marinheiros e equipamentos de convés na parte de baixo do quadro.
Um balão de pesquisa Skyhook deixa o convés do USS Norton Sound em 31 de março de 1949. Os Skyhooks eram feitos de plástico fino, quase transparente; no lançamento, só o topo do invólucro é preenchido, e ele incha até o tamanho total no ar rarefeito da estratosfera. Foto da Marinha dos EUA, domínio público, via Wikimedia Commons. Fonte da imagem

Fontes: The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)

Minnesota, 6 de janeiro

Um candidato apareceu no início dos anos 1990. Os pesquisadores Barry Greenwood e Robert Todd rastrearam um balão da General Mills lançado para os estudos de raios cósmicos do Office of Naval Research, que partiu de Minnesota às 8h de 6 de janeiro de 1948, véspera da perseguição. Publicaram a descoberta em seu boletim Just Cause em março e abril de 1994. A fonte era Charles B. Moore, o engenheiro de balões da General Mills que também estava no centro da explicação do balão de Roswell; em outubro de 1994 ele falou do voo ao Courier-Journal. Segundo a base de dados de lançamentos StratoCat, que se apoia nessa entrevista, o balão tinha cerca de 73 pés de diâmetro, levava uma carga de câmara de nuvens de 80 libras e derivou para o sudeste a até 90.000 pés sobre Illinois, Kentucky e Tennessee. Seu corte automático falhou, e ele se perdeu no mar. A manchete do Courier-Journal resumiu o resultado com justiça: a história de um balão secreto “não resolve todos os mistérios da perseguição mortal ao óvni”. Até o local de lançamento é disputado. Normalmente indicado como Camp Ripley, foi situado por Brad Sparks, trabalhando a partir do mapa de rastreamento de Moore em 2006, em Milaca, a umas 43 milhas de distância.

Fontes: Cosmic Ray Studies — balão lançado em 6/1/1948 de Camp Ripley, Little Falls, MinnesotaSkyhook 160 Miles from Mantell (debate na lista de discussão de 10 de junho de 2006)The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)Mantell UFO incident

Um avião que caiu de barriga

À medida que a resposta do balão se firmava, a lenda ganhava novos ramos. Em 1997, James Duesler, o oficial de Godman cujo depoimento assinado de 9 de janeiro de 1948 está no arquivo do Blue Book, contou ao ufólogo britânico Tony Dodd, para a UFO Magazine, que tinha visto um “estranho objeto acinzentado, que parecia uma casquinha de sorvete invertida girando”. Disse também que fora ao local da queda como investigador de acidentes, chamado às três da madrugada. O Mustang, disse ele, parecia ter “caído de barriga” numa clareira sem danificar as árvores, sem sangue na cabine e com uma pá da hélice cravada na terra sem as marcas de rotação; disseram-lhe que os ossos do corpo estavam esmagados, embora a pele estivesse intacta. “O padrão de danos não era compatível com uma aeronave desse tipo caindo no chão.” Em parte, o relatório do acidente concorda: o avião desceu direto, em posição horizontal, e não deslizou para a frente, o que Tyler atribuiu à asa direita restante, que teria agido como uma aleta. Duesler também insistiu que nunca prestara depoimento a nenhuma autoridade, embora o arquivo contenha seu depoimento assinado e sua assinatura certificando cópias de outros. Outra história, que não aparece em nenhum documento de 1948, põe um certo Richard T. Miller monitorando o rádio na Base Aérea de Scott, em Illinois, e ouvindo Mantell gritar: “Meu Deus, estou vendo gente nesta coisa!” Nenhum depoimento de 1948 contém a frase. A Força Aérea disse em 1952 que nunca se fez transcrição oficial da conversa pelo rádio, e Ruppelt escreveu que a suposta gravação não existia.

Fontes: The Mantell case, January 7, 1948 (recortes de imprensa, o Franklin Favorite, testemunhos posteriores)Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)The Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)

O marco em Franklin

Mantell é lembrado na cidade onde nasceu e morreu. Um marco histórico do Kentucky diante do escritório de turismo do condado de Simpson, em Franklin, conta sua história desde o serviço em aviões de transporte de tropas na guerra e a Distinguished Flying Cross até a ordem da torre de Godman para “perseguir um objeto voador não identificado”. O marco o chama de primeira baixa em voo da Guarda Nacional Aérea do Kentucky e admite o que décadas de discussão não resolveram: “ainda não se sabe ao certo o que Mantell perseguia no momento da queda”. No Memorial Day de 2025 ele foi homenageado no Patriots Peace Memorial, em Louisville, cujo anúncio disse que o objeto “se revelou depois um balão militar de alta altitude extraviado, lançado de uma base em Ohio”, repetindo o velho palpite de Ruppelt sobre o local de lançamento.

Marco histórico de metal fundido azul-escuro com letras douradas em relevo encabeçado por “Captain Thomas F. Mantell, Jr.”, diante de uma árvore frondosa sob sol forte, com um texto que resume seu nascimento em Franklin, seu serviço na guerra, a perseguição a um objeto voador não identificado em 7 de janeiro de 1948 e seu enterro em Louisville.
O marco histórico do Kentucky dedicado ao capitão Thomas F. Mantell Jr. em Franklin, fotografado em maio de 2015: “ainda não se sabe ao certo o que Mantell perseguia no momento da queda”. Foto de Mark S. Hilton, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons. Fonte da imagem · CC BY-SA 4.0

Fontes: File:Capt. Mantell Marker.jpgTwo military aviators enshrined at Patriots Peace Memorial

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Fontes e entrevistas

As fontes permanecem no idioma original; seus títulos e descrições estão traduzidos.

Project Blue Book case file: Godman AFB, Kentucky, 7 January 1948 (Sign incident #33)Força Aérea dos EUA, Project Sign / Projeto Blue Book · microfilme T-1206 dos Arquivos Nacionais · digitalização de 75 páginas enviada por Michael Best, Internet ArchiveProject Blue Book case file: Godman, Kentucky, January 1948 (136-page file)Força Aérea dos EUA, Project Sign / Projeto Blue Book · microfilme dos Arquivos Nacionais · Internet ArchiveThe Death of Captain Mantell — Part One (com transcrições completas dos depoimentos de 1948)Saturday Night Uforia · 2017The Report on Unidentified Flying Objects, capítulo 3, “The Classics”Edward J. Ruppelt · Doubleday, 1956 · e-book n.º 17346 do Project GutenbergThe Flying Saucers Are Real, capítulos 2 e 4Donald E. Keyhoe · Fawcett Publications, 1950 · e-book n.º 5883 do Project GutenbergThe Mantell Incident: diretório e reinvestigação “Mantell: An Anatomy” (transcrições de imprensa, Plan 62, debate sobre o Skyhook)Francis L. Ridge e colaboradores · site do National Investigations Committee on Aerial Phenomena (NICAP), de 2006 em diante“Conclusively proves that this object was not the planet Venus”: a folha de encaminhamento de Deyarmond, de novembro de 1948Site do NICAP, transcrevendo os documentos USAF-SIGN7-26 a 28 do Project SignSkyhook 160 Miles from Mantell (debate na lista de discussão de 10 de junho de 2006)Brad Sparks, com Tom DeMary, Joel Carpenter, Richard Hall e outros · site do NICAPBlame Flying Disc for Death of PilotAssociated Press, Louisville, 9 de janeiro de 1948 · Dixon Evening Telegraph (Illinois), 9 de janeiro de 1948 · Internet Archive‘Saucer Victim’ (Associated Press, Louisville, 9 de janeiro)The Atlanta Constitution · 10 de janeiro de 1948 · Internet ArchiveThe Mantell case, January 7, 1948 (recortes de imprensa, o Franklin Favorite, testemunhos posteriores)Patrick Gross · URECAT, ufology.patrickgross.orgCosmic Ray Studies — balão lançado em 6/1/1948 de Camp Ripley, Little Falls, MinnesotaLuis E. Pacheco · base de dados de lançamentos de balões StratoCat (citando Just Cause n.º 39–40, 1994, e o Louisville Courier-Journal de 9 de outubro de 1994)Watch the Skies! A Chronicle of the Flying Saucer Myth, capítulo 3, “The Death of Mantell”, pp. 18–21Curtis Peebles · Smithsonian Institution Press, 1994 · Internet Archive (biblioteca de empréstimo)7 January 1948 (capitão Thomas Francis Mantell Jr. e o F-51D 44-63869)Bryan Swopes · This Day in AviationTwo military aviators enshrined at Patriots Peace MemorialPatriots Peace Memorial, Louisville, a partir da WAVE News · 26 de maio de 2025Mantell UFO incidentWikipédia (em inglês)File:F-51Ds 165th FS Kantucky ANG in flight.jpgFoto da Força Aérea dos EUA · Wikimedia Commons · domínio públicoFile:Capt. Mantell Marker.jpgMark S. Hilton · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0File:USS Norton Sound (AV-11) launches a Skyhook balloon on 31 March 1949.jpgOffice of Naval Research / foto da Marinha dos EUA · Wikimedia Commons · domínio público

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