Um lago na fronteira
O Pangong Tso é uma fita de água salobra com cerca de 134 quilômetros de comprimento (160, pelas contas da India Today) e não mais que uns cinco de largura, a cerca de 4.300 metros de altitude no planalto de Changthang, no leste de Ladakh. O terço ocidental está nas mãos da Índia e o resto nas da China, e em algum ponto da água corre a Linha de Controle Real (LAC, na sigla em inglês), a fronteira sem marcos através da qual os dois exércitos se vigiam desde a guerra de 1962. Nenhum dos lados concorda sobre onde ela passa exatamente. Numa resposta escrita ao Parlamento em dezembro de 2012, o ministro da Defesa da Índia, A. K. Antony, afirmou sem rodeios que “não existe uma ‘Linha de Controle Real’ delimitada de comum acordo” e que cada lado patrulha até onde entende que ela está. Naquele outono, a India Today descreveu Ladakh como uma zona árida e fortemente militarizada, espremida entre a Caxemira controlada pelo Paquistão e o Aksai Chin controlado pela China. Vigiar essa linha é tarefa da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana, a ITBP, uma força paramilitar cujos postos ficam nas cristas e planícies ao longo da margem sul do lago, com o apoio do 14º Corpo do Exército, sediado em Leh. As sentinelas dos postos altos passam as noites olhando para leste, na direção da China, através de um ar rarefeito e excepcionalmente límpido.

Fontes: Pangong TsoMystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)Sightings of UFO in Ladakh region: Unstarred Question No. 2072, answered by Defence Minister A. K. AntonyBy Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsIsro team to visit Leh to solve ‘UFO mystery’
Luzes que vieram antes
Os soldados de 2012 não foram os primeiros nessa fronteira a relatar luzes no céu. Segundo o The Himalayan Times, um relatório de informações da CIA difundido em 11 de abril de 1968 e liberado em 2001 listava sete avistamentos entre 19 de fevereiro e 25 de março daquele ano, “do sul de Ladakh ao Butão”, entre eles um objeto em chamas que se desintegrou com um estrondo de trovão sobre a região de Kaski, no Nepal, e um disco metálico que teria sido encontrado numa cratera perto de Pokhara. O diário em hindi Patrika, ao descrever o mesmo relatório em 2026, cita Chang La, Phukche e Koyul, em Ladakh, entre os lugares. A reportagem da India Today de novembro de 2012 registrou que, no fim de 2003, o 14º Corpo do Exército enviara ao quartel-general do Exército um relatório detalhado sobre objetos luminosos vistos flutuando do lado chinês por tropas em postos ao longo de Siachen; quando o assunto surgiu numa apresentação do Comando Norte em Leh, o chefe do Exército, general N. C. Vij, “rejeitou com raiva os relatos como alucinações”. Em 2010, segundo a mesma revista, a Força Aérea indiana investigou novos avistamentos do Exército e os descartou como lanternas chinesas. Relatar luzes, observou a revista, “arrisca atrair o ridículo”.
Fontes: UFOs over Nepal? CIA had reported two sightings 49 years agoUFO files: Pentagon claims sightings in Ladakh and Sikkim (em hindi)Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)
Mais de cem avistamentos
Os novos relatos começaram em 1º de agosto de 2012. Daí até 15 de outubro, segundo a India Today em novembro, uma unidade da ITBP baseada em Thakung, perto do lago, registrou mais de cem avistamentos do que seus relatórios chamavam de “Objetos Luminosos Não Identificados”, de dia e de noite. “As esferas amareladas parecem decolar do horizonte do lado chinês e atravessar lentamente o céu por três a cinco horas antes de desaparecer”, resumiu o especialista em defesa da revista, Sandeep Unnithan. A unidade mandou relatórios ao quartel-general da ITBP em Délhi em setembro e ao Gabinete do Primeiro-Ministro; segundo uma reportagem posterior da Press Trust of India, a ITBP escreveu ao governo em outubro sobre “objetos voadores luminosos amarelo-alaranjados” no horizonte sobre o lago e alertou o 14º Corpo, que levou o assunto ao Comando Norte, em Udhampur. A ITBP tirou fotografias. Oficiais do Exército que as estudaram, disse a India Today, concluíram que os objetos nas “fotografias embaçadas” não eram drones, aeronaves não tripuladas nem satélites em órbita baixa. Ninguém publicou as imagens.

Fontes: Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)UFO or Chinese lanterns? ISRO team to visit Leh to solve mystery of flying objectsIsro team to visit Leh to solve ‘UFO mystery’
Drones, e outra coisa
O Exército já vinha contando aeronaves chinesas. A India Today noticiou 99 avistamentos de drones chineses entre janeiro e agosto de 2012, 62 em Ladakh e 37 em Arunachal Pradesh, três dos quais haviam entrado em território reivindicado pela Índia; esses foram verificados e registrados à parte das esferas. Diante desse quadro, as luzes preocuparam o 14º Corpo. Em setembro, o Exército levou um radar terrestre móvel e um analisador de espectro, instrumento que escuta transmissões em todas as faixas de rádio, para o topo de uma montanha perto do lago. O radar não conseguiu enxergar o objeto que os soldados acompanhavam a olho nu, o que a India Today tomou como sinal de que ele não era metálico, e o analisador não captou nenhum sinal vindo dele. O Exército mandou um drone de reconhecimento na direção de uma das luzes; ele “atingiu sua altitude máxima, mas perdeu de vista o objeto flutuante”. Especialistas da Organização Nacional de Pesquisa Técnica (NTRO), a agência de inteligência técnica da Índia, e da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO), o braço de pesquisa do Ministério da Defesa, também não conseguiram identificar os objetos. “Há claramente algo errado, se todos os nossos recursos científicos juntos não conseguem explicar os fenômenos”, disse à revista um oficial graduado do Exército em Délhi.
Fontes: Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)UFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concernsUFOs skyrocket seen on India-China border
Os astrônomos de Hanle
A frase mais surpreendente da reportagem de Unnithan dizia respeito aos astrônomos. No fim de setembro, segundo ele, uma equipe do Observatório Astronômico Indiano de Hanle, administrado pelo Instituto Indiano de Astrofísica e, pelas contas das reportagens, a cerca de 150 quilômetros ao sul, observou os fenômenos durante três dias. De acordo com os oficiais do Exército ouvidos pela India Today, os astrônomos viram os objetos, mas não conseguiram determinar o que eram, e disseram que eram “não celestes”, descartando meteoros e planetas. Nenhuma declaração do próprio observatório foi citada. Os oficiais de inteligência, disse a revista, tinham duas teorias próprias: uma operação psicológica rudimentar da China ou sondas sofisticadas testando as defesas da Índia em Ladakh. Um ex-chefe da Força Aérea, o marechal do ar P. V. Naik, disse: “Não podemos ignorar esses avistamentos.” O astrofísico Jayant Narlikar, de Pune, disse à revista que a ideia de naves alienígenas era “fantasia, não fato”. Unnithan encerrou o artigo recontando o robô de Samudra Tapu, de 2004, como “o avistamento de OVNI mais claro até hoje”, e as duas histórias viajam juntas desde então.

Fontes: Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)By Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planets
O homem das neves está chegando
O robô que Unnithan recontou havia aparecido oito anos antes, logo ao sul de Ladakh. Na manhã de 27 de setembro de 2004, uma equipe de levantamento de geleiras do Centro de Aplicações Espaciais da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO), de Ahmedabad, estava acampada no vale de Samudra Tapu, em Lahaul e Spiti, Himachal Pradesh, a uma longa caminhada do lago sagrado de Chandratal. Por volta das 6h45, pelo relato de Ramesh Vinayak na India Today, um carregador gritou: “Senhor, o homem das neves está chegando.” O chefe da equipe, o glaciologista Anil V. Kulkarni, contou ao Hindustan Times cinco dias depois que um objeto branco e brilhante desceu a encosta em direção ao acampamento: “Tinha uns 3 a 4 pés de altura e havia balões presos à cabeça. Um era vermelho e o resto, branco. Tinha o que pareciam duas pernas e dava a impressão de flutuar alguns centímetros acima do chão.” O geólogo Sunil Dhar lembrava-se dele “andando, firmando e cadenciando os passos como um ser humano”. Quando os carregadores gritaram, ele recuou, ficou preto ao encontrar a luz do sol, subiu íngreme ao longo da crista, voltou a ficar branco, pairou sobre o acampamento e foi diminuindo até virar um ponto no céu. Kulkarni descartou um balão meteorológico, em parte porque ele se movia “numa direção diferente da do vento predominante”. Os cientistas tiraram fotografias, e Vinayak, que as viu, escreveu que o objeto parecia “um cacho de balões preso numa corrente de ar da montanha”; Kulkarni e Dhar, por sua vez, haviam escrito a laboratórios de robótica nos Estados Unidos, na Alemanha e na Suécia. As versões posteriores nunca concordaram nos detalhes: cerca de 14.000 ou 17.000 pés; fases de três a quatro minutos ou um encontro de quarenta minutos; fotografias ou filme; uma equipe de cinco integrantes, “todos os 11 membros da expedição” ou, em 2012, “14 pessoas, incluindo os seis cientistas”.
Fontes: A balloon, a spy-sat, or a UFO?UFO: Was it there?Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)
Bolas de tênis com luzes piscantes
A história se espalhou depressa. O Hindustan Times e a Kashmir Life a reescreveram em 2 e 3 de novembro; o site da India Today, citando “um diário nacional”, disse que os avistamentos tinham “deixado atônitos a DRDO, a NTRO e a ITBP”; e o The Register, em Londres, publicou a notícia sob um título sobre “OVNIs que trazem robôs”. Em 19 de novembro, Saurabh Shukla, do Mail Today, que disse ter visto relatórios do Intelligence Bureau, do Exército e da ITBP, acrescentou detalhes novos. As autoridades agora descreviam os objetos como “do tamanho de uma bola de tênis”, e “mais de 150 incidentes desse tipo” haviam sido relatados em três meses. Um tinha sido registrado em 19 de outubro em Dichu, em Arunachal Pradesh, na outra ponta da fronteira, e no posto de Thakung, em 21 de outubro, outro fora visto por cerca de oito horas com uma “luz intermitente intensa e contínua”. A teoria de que a China estava soltando lanternas controladas remotamente, escreveu Shukla, tinha sido “derrubada após uma investigação interna”; algumas autoridades suspeitavam de câmeras de alta intensidade. “Estamos preocupados que possa haver uma escalada se as tropas indianas decidirem atirar nesses objetos”, disse-lhe uma fonte.

Fontes: UFOs sighted in Ladakh: report100 UFO Sighted in Jammu and Kashmir: ArmyUFOs skyrocket seen on India-China borderMystery robot-bringing UFOs sighted by Indian troops on Tibet borderUFO Sightings At Indo-China Border Leave Indian Army AstoundedUFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concerns
Na pauta com a China
O Mail Today noticiou que as luzes tinham sido discutidas numa reunião de alto nível sobre a China no Gabinete do Primeiro-Ministro, que os protestos da Índia nas reuniões locais entre militares de fronteira haviam esbarrado numa “negativa superficial” e que os “objetos luminosos” estariam no centro de uma reunião do mecanismo de coordenação da fronteira ainda naquele mês, com Gautam Bambawale, chefe da seção da China no Ministério das Relações Exteriores, à frente do lado indiano. “Antes, esses relatos vindos de vários setores da fronteira eram vagos, mas agora temos provas definitivas dessas esferas amareladas vindo do lado chinês”, disse uma fonte. Se as luzes foram levantadas nesse fórum não consta do registro público. No agosto seguinte, porém, a coluna Glass House da India Today citou um funcionário indiano segundo o qual, quando a questão dos OVNIs foi levantada numa reunião de fronteira em 2012, os chineses “riram descontroladamente”.
Fontes: UFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concernsThe Last Laugh: South Block red faced over false alarm raised on UFOs that were actually planets
Nenhuma prova conclusiva
O Parlamento perguntou duas vezes. Em 26 de novembro de 2012, o deputado Mangani Lal Mandal, da Lok Sabha, a câmara baixa, fez uma pergunta escrita ao ministro da Defesa: o 14º Corpo havia relatado um OVNI misterioso sobre a fronteira entre a Índia e a China nos últimos três anos, o que o governo tinha feito, e havia diferença entre OVNIs e aeronaves não tripuladas “que passam despercebidas pelos radares” e sobre as quais as equipes da NTRO e da DRDO não tinham conseguido chegar a nenhuma conclusão? Antony respondeu às quatro partes de uma só vez: “Não há prova conclusiva de OVNI sobrevoando a fronteira indo-chinesa.” Acrescentou que o governo acompanhava todos os acontecimentos na vizinhança que tivessem relação com a segurança nacional. Em 12 de dezembro, a parlamentar Dra. T. N. Seema perguntou na Rajya Sabha, a câmara alta, se tropas haviam relatado OVNIs em Ladakh e se tinham sido abertas conversas com a China. Antony deu essencialmente a mesma primeira frase, “Não há prova conclusiva de Objetos Voadores Não Identificados sobrevoando a fronteira entre a Índia e a China”, e passou direto à fronteira disputada e aos mecanismos para lidar com as transgressões.
Fontes: Mysterious UFO over Indo-China Border: Unstarred Question No. 562, answered by Defence Minister A. K. AntonyNo proof of UFOs flying over India-China borderSightings of UFO in Ladakh region: Unstarred Question No. 2072, answered by Defence Minister A. K. Antony
Lanternas chinesas, e um tiro não disparado
Em 16 de dezembro, a Press Trust of India, citando fontes oficiais em Leh e Nova Délhi, noticiou uma resposta provisória. Cientistas de várias organizações, em consulta com a Força Aérea, cujos radares também não tinham captado nada, haviam concluído que os objetos eram lanternas chinesas, as lanternas de papel que sobem levadas por uma pequena chama, e uma equipe da ISRO seria enviada a Leh para confirmar. O mesmo despacho dizia que uma proposta de derrubar um dos objetos a tiros fora recusada pelo governo, porque a região “só tinha ouvido um tiro pela última vez em 29 de outubro de 1962”, durante a guerra com a China. Dizia que as luzes voltavam a ser visíveis ao anoitecer e à noite, depois de um período em que tinham aparecido de madrugada, e que especialistas do observatório de Hanle haviam constatado que elas desapareciam em 12 a 18 minutos. As agências de inteligência, acrescentava o despacho, ainda suspeitavam de uma operação psicológica do exército chinês. Nenhum resultado de uma visita da ISRO foi publicado.

Fontes: UFO or Chinese lanterns? ISRO team to visit Leh to solve mystery of flying objectsIsro team to visit Leh to solve ‘UFO mystery’
O lance naik do Point 4715
O Exército então pediu ajuda ao Instituto Indiano de Astrofísica, em Bangalore, e no início de 2013 o instituto mandou dois astrônomos a Ladakh. “Nossa tarefa era determinar se esses objetos não identificados eram celestes ou terrestres”, contou depois ao The Telegraph um deles, o astrônomo sênior Tushar Prabhu. Segundo as fontes do The Telegraph, militares do Exército haviam documentado 329 avistamentos sobre Thakung até fevereiro de 2013, e os objetos teriam cruzado a Linha de Controle Real 155 vezes. Dois objetos importavam. O primeiro, observado do Point 4715, um posto de observação a cerca de 4.715 metros de altitude perto de Thakung, surgia no horizonte por volta das 18h e ficava à vista até mais ou menos as 5h; o segundo aparecia às 4h e se apagava às 11h. A testemunha mais útil foi Sheminderpal Singh, um lance naik (uma das graduações mais baixas entre os praças) que montava guarda regularmente no posto. Ele contou aos astrônomos que um dos objetos aparecia quatro minutos mais tarde a cada dia, que parecia ser a luz mais brilhante do céu e que sempre dava a impressão de se mover em relação às estrelas.
Fontes: By Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planets
Por Júpiter
Os astrônomos pediram ao Exército que medisse os objetos com um teodolito, instrumento de agrimensura que registra o azimute e a elevação de um alvo. Os soldados fizeram as leituras de 17 a 22 de fevereiro de 2013 e as enviaram a Bangalore. As posições coincidiam com a trajetória noturna de Júpiter no céu, e os astrônomos concluíram que o objeto sobre o Point 4715 era o planeta; a descrição do objeto do início da manhã “sugere que seja Vênus”. Naquela altitude, explicaram, o ar é tão transparente que estrelas e planetas parecem excepcionalmente brilhantes, e Júpiter e Vênus eram os planetas mais brilhantes do céu. Acrescentaram que “objetos que nascem no leste podem parecer estar cruzando a LAC e se aproximando do lado indiano”. G. S. Mudur deu o resultado na primeira página do The Telegraph de Calcutá em 24 de julho de 2013, sob o título “Por Júpiter! Espião chinês no céu” (“By Jupiter! China spy in sky”), começando assim: “Ufa! A ciência salvou um deus e uma deusa romanos de um possível Armagedom.” O The Register, o Gizmodo e o astrônomo Phil Plait, que conferiu o céu ele mesmo e achou que “as observações parecem mesmo se encaixar”, levaram a história ao mundo inteiro. A India Today noticiou “rostos vermelhos em South Block”, o prédio do governo que abriga os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.

Fontes: By Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsIndian military pondered attack on Venus and JupiterMistaken Identity: Indian Army Spends 6 Months Tracking ‘Chinese Spy Drones’ but Finds They Were PlanetsIndia thought Jupiter and Venus were actually Chinese spy dronesMassive worlds ponderously orbiting the Sun, or Chinese drones?The Last Laugh: South Block red faced over false alarm raised on UFOs that were actually planets
De novo, em Demchok
Os planetas não puseram fim aos relatos. Em 4 de agosto de 2013, tropas na área de Lagan Khel, em Demchok, na fronteira de Ladakh a sudeste do Pangong, viram um OVNI ao anoitecer, e a unidade local o relatou ao quartel-general do Exército. A Press Trust of India, que deu a notícia duas semanas depois, lembrou os mais de cem avistamentos anteriores e a resposta de Antony ao Parlamento, e mencionou a conclusão do instituto de pesquisa sobre Júpiter e Vênus, acrescentando que “não está claro se a conclusão a que chegou o instituto de pesquisa foi aceita ou não pelo Exército e pelo governo”. Nenhuma declaração do governo aceitando-a ou rejeitando-a foi publicada desde então. Todo o caso se desenrolou em meio a uma tensão real na fronteira: em abril de 2013, tropas chinesas haviam acampado bem dentro do território reivindicado pela Índia num impasse no norte de Ladakh, e o The Telegraph observou que mais de 500 transgressões tinham sido relatadas entre 2010 e 2012.
Fontes: Army troops sight UFO in Ladakh againArmy reports UFO sightings in Ladakh, againIndian military pondered attack on Venus and JupiterBy Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planets
A base sob Kongka La
As luzes também herdaram uma lenda. Em 9 de janeiro de 2005, um site chamado IndiaDaily.com publicou um artigo sem assinatura afirmando que “a China e a Índia sabem da base subterrânea de OVNIs na área de fronteira do Himalaia”. O lugar era Kongka La, um passo na fronteira disputada a nordeste do Pangong onde, segundo o texto, os dois países não patrulham “por acordo”. Peregrinos hindus a caminho do monte Kailash tinham visto luzes, e seus guias lhes disseram que era normal; “estranhas naves triangulares iluminadas e silenciosas surgem do subsolo e sobem quase na vertical”. Guardas chineses, e depois indianos, fizeram os peregrinos curiosos voltarem, e militares indianos da fronteira teriam confirmado que “objetos estranhos saem de debaixo da terra com luzes amplificadas e moduladas”. A crosta de espessura dupla onde as placas indiana e eurasiática colidem, explicava o artigo, permitia escavar bases muito fundo. Em fevereiro de 2013, enquanto as luzes do Pangong estavam no noticiário, a India TV republicou o texto quase palavra por palavra e acrescentou uma reviravolta nova: em junho de 2006, o Google Earth teria revelado uma maquete da área na escala 1:500 do lado chinês da fronteira, cercada de prédios como uma base militar. As cópias se multiplicam em sites de viagem e de mistério desde então.

Fontes: China and India both know about underground UFO base in the Himalayan border area deep into the tectonic platesKongka La pass, UFO base in Himalayas?Kongka Pass
Uma maquete, um memorial e uma zona-tampão
Os lugares reais por trás da lenda têm histórias próprias. A maquete existe, mas não está na fronteira. Em 2006, um usuário do Google Earth encontrou um modelo detalhado do terreno, de aproximadamente 900 por 700 metros, em Huangyangtan, perto de Yinchuan, em Ningxia, no interior profundo da China e a milhares de quilômetros de Ladakh; ele reproduzia um grande trecho do Aksai Chin, e autoridades locais disseram à imprensa australiana que estava ali havia anos e servia para treinar motoristas de tanques. A fronteira também não é uma terra de ninguém vazia. O passo de Kongka foi palco de um dos primeiros confrontos mortais entre os dois países: em 21 de outubro de 1959, um grupo da polícia indiana comandado por Karam Singh topou com tropas chinesas numa colina perto de Hot Springs; dez policiais indianos morreram e outros foram feitos prisioneiros. A Índia celebra o 21 de outubro como Dia em Memória da Polícia, e todo ano policiais de todo o país fazem a caminhada até o memorial de Hot Springs, um posto hoje guarnecido pela ITBP, a mesma força que vigiou as luzes do Pangong. Os dois lados mantêm postos a poucos quilômetros do passo.
Fontes: China’s Scale ModelChinese black helicopters circle Google EarthAksai ChinKongka PassHot Springs, Chang Chenmo Valley
O que sobreviveu
Nada do registro militar foi publicado: nem os relatórios da ITBP, nem os resultados do radar e do analisador de espectro, nem as observações da equipe de Hanle, nem as conclusões da NTRO e da DRDO, nem as fotografias, nem o relatório do Instituto Indiano de Astrofísica baseado nas leituras de teodolito de fevereiro de 2013. Tudo repousa em reportagens que citaram esses documentos por meio de funcionários anônimos: o artigo de Unnithan na India Today de novembro de 2012, a continuação de Shukla no Mail Today, os despachos da Press Trust of India de dezembro de 2012 e agosto de 2013 e o artigo de Mudur no The Telegraph de julho de 2013, o único a dar o nome de alguém envolvido nas observações de 2012 e 2013. As duas respostas ao Parlamento são os únicos documentos primários de 2012, e quase nada dizem. Para o avistamento de Samudra Tapu, de 2004, há a entrevista de Kulkarni ao Hindustan Times e a reportagem de Vinayak na India Today de 2006; a India Today publicou pelo menos uma das fotografias da equipe, com a legenda “figura aérea semelhante a um robô”, mas o conjunto completo e o relatório do Centro de Aplicações Espaciais citado por Vinayak não vieram à tona. A India Today disse que uma resposta escrita dada ao Parlamento em 2005 pelo ministro de Estado do Gabinete do Primeiro-Ministro confirmou o relatório da ISRO, mas essa resposta não foi encontrada.
Fontes: Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)UFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concernsUFO or Chinese lanterns? ISRO team to visit Leh to solve mystery of flying objectsBy Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsMysterious UFO over Indo-China Border: Unstarred Question No. 562, answered by Defence Minister A. K. AntonySightings of UFO in Ladakh region: Unstarred Question No. 2072, answered by Defence Minister A. K. AntonyA balloon, a spy-sat, or a UFO?UFO: Was it there?
As contradições
A contagem cresce de uma reportagem para outra: mais de 100 avistamentos entre 1º de agosto e 15 de outubro (India Today, novembro de 2012); mais de 150 em três meses (Mail Today); 329 até fevereiro de 2013, com 155 travessias da Linha de Controle Real (The Telegraph); cerca de 300 entre agosto de 2012 e janeiro de 2013 (India Today, agosto de 2013). Os objetos são amarelados num relato e amarelo-alaranjados em outro; duram de três a cinco horas, oito horas ou de 12 a 18 minutos. A contradição mais aguda diz respeito aos astrônomos. Em novembro de 2012, oficiais do Exército disseram que a equipe de Hanle chamara os objetos de “não celestes” e descartara os planetas, e em dezembro a Press Trust of India disse que especialistas do mesmo observatório os tinham visto desaparecer em 12 a 18 minutos. Em julho de 2013, o The Telegraph noticiou que o Instituto Indiano de Astrofísica, que administra Hanle, identificara Júpiter e Vênus. Talvez os relatos anteriores tenham deturpado o que os astrônomos disseram ao passar pelo Exército; talvez o instituto tenha mudado de opinião depois de ter medições. As explicações oferecidas em público também mudaram: drones chineses e operações psicológicas, depois lanternas (rejeitadas em novembro, preferidas em dezembro), depois planetas.
Fontes: Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)UFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concernsUFO or Chinese lanterns? ISRO team to visit Leh to solve mystery of flying objectsBy Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsThe Last Laugh: South Block red faced over false alarm raised on UFOs that were actually planetsIsro team to visit Leh to solve ‘UFO mystery’
Conferindo o céu
Pelos cálculos deste arquivo para Thakung, os planetas se encaixam na maioria dos relatos. Em agosto de 2012, Júpiter, com magnitude de cerca de −2, nascia a lés-nordeste por volta da 1h, hora da Índia, e Vênus, com cerca de −4,3 e o objeto mais brilhante do céu depois do Sol e da Lua, vinha em seguida por volta das 2h15, quase da mesma direção. Isso é na direção da margem norte do lago e do território ocupado pela China além dela. Os dois então subiam por três ou quatro horas até o amanhecer, perto das “três a cinco horas” de Unnithan. Ao longo do outono, Júpiter nascia cerca de quatro minutos mais cedo a cada noite (o “atraso de quatro minutos” do The Telegraph tem o tamanho certo, mas o sinal oposto), às 21h30 em outubro e antes do pôr do sol em meados de dezembro. Por volta da virada do ano, ficava à vista do anoitecer até cerca das 5h, o horário do primeiro objeto. Vênus nascia por volta das 4h no fim de outubro e início de novembro e, com seu brilho e no ar rarefeito, pode continuar visível bem depois do nascer do sol, o que corresponde ao objeto visto das 4h às 11h e aos avistamentos diurnos. Na época das leituras de teodolito, em fevereiro, porém, Vênus nascia só uns 15 a 20 minutos antes do Sol e se perdia em seu clarão, de modo que o objeto da manhã pertence ao outono. Os relatos que menos se encaixam são as luzes que sumiam em 12 a 18 minutos e os objetos “do tamanho de uma bola de tênis”; até a “luz intermitente intensa e contínua” de oito horas em 21 de outubro corresponde às horas em que Júpiter esteve acima do horizonte naquela noite.
Fontes: By Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsMassive worlds ponderously orbiting the Sun, or Chinese drones?Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)UFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concernsUFO or Chinese lanterns? ISRO team to visit Leh to solve mystery of flying objects
Por que durou
O caso mostra como uma fronteira fabrica um mistério. As sentinelas faziam exatamente aquilo para que estavam ali: vigiar um horizonte disputado em busca de intrusos, num ano em que o Exército de fato registrava drones chineses; uma luz que subia da China e avançava em direção à Índia todas as noites era, para eles, uma luz que cruzava a linha. Cada camada da resposta, do radar, do analisador de espectro e do drone às agências nacionais, ao Parlamento e a uma reunião com a China, foi noticiada como mais um fracasso em explicar, e não como um motivo para olhar o céu, e foram precisos as anotações pacientes de um lance naik e o teodolito de um agrimensor para resolver a questão. As histórias mais antigas deram às luzes um passado. O robô de Samudra Tapu, ainda inexplicado segundo a palavra dos cientistas que o viram, e a base sob Kongka La, uma história de internet de 2005 construída sobre um campo de batalha real e uma maquete real, foram incorporados à cobertura de 2012 e 2013 e continuam sendo repetidos junto com ela.
Fontes: Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)By Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsChina and India both know about underground UFO base in the Himalayan border area deep into the tectonic platesUFO: Was it there?UFO sightings in India
Nota de classificação e evidências
Este arquivo classifica as luzes do Pangong como encontro militar porque os relatos vieram de tropas de fronteira e envolveram o Exército, agências técnicas nacionais e o Parlamento. Nenhuma classe de contato imediato se aplica, já que os objetos nunca passaram de luzes distantes. A resolução é parcialmente explicada: o Instituto Indiano de Astrofísica identificou o objeto principal com Júpiter a partir das leituras de teodolito dos soldados e, de forma mais hesitante, o objeto da manhã com Vênus a partir de sua descrição, e o horário dos relatos sustenta isso. Os documentos de base continuam inéditos, o governo nunca disse se aceitou a conclusão, e vários dos detalhes relatados, entre eles as luzes de curta duração, os objetos “do tamanho de uma bola de tênis” e o avistamento de Demchok em 2013, nunca foram ligados aos planetas. O avistamento de Samudra Tapu, de 2004, é um relato à parte e inexplicado.
Fontes: By Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsArmy troops sight UFO in Ladakh againUFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concernsUFO: Was it there?
- 21 OUT 1959
Dez policiais indianos morrem num confronto com tropas chinesas perto de Hot Springs, abaixo do passo de Kongka.
- FEV–MAR 1968
Um relatório de informações da CIA lista sete avistamentos do sul de Ladakh ao Butão.
- FIM DE 2003
O 14º Corpo relata luzes sobre o lado chinês vistas de postos em Siachen; o chefe do Exército as descarta como alucinações.
- 27 SET 2004
Uma equipe de geleiras da ISRO em Samudra Tapu, Himachal Pradesh, relata uma figura que anda, com cabeça de balões, e que sai voando.
- 9 JAN 2005
O IndiaDaily.com publica a história de uma base subterrânea de OVNIs em Kongka La.
- JUN–JUL 2006
Uma maquete chinesa do Aksai Chin é avistada no Google Earth em Huangyangtan, Ningxia.
- 2010
A Força Aérea indiana teria descartado como lanternas chinesas avistamentos de objetos luminosos feitos pelo Exército.
- 1 AGO – 15 OUT 2012
A unidade da ITBP em Thakung registra mais de cem avistamentos de esferas amareladas subindo do lado chinês.
- SET 2012
O Exército instala um radar e um analisador de espectro perto do lago e manda um drone em direção a uma luz; relatórios vão ao quartel-general da ITBP e ao Gabinete do Primeiro-Ministro.
- FIM DE SET 2012
Astrônomos de Hanle teriam observado os objetos por três dias.
- 19–21 OUT 2012
Uma luz é relatada em Dichu, em Arunachal Pradesh; em Thakung, uma mostra uma “luz intermitente intensa e contínua” por cerca de oito horas.
- 2 NOV 2012
A India Today dá a notícia.
- 19 NOV 2012
O Mail Today noticia que a Índia levará os “objetos luminosos” à China.
- 26 NOV 2012
A. K. Antony diz à Lok Sabha que não há “prova conclusiva” de OVNIs sobre a fronteira.
- 12 DEZ 2012
Antony dá a mesma resposta à Rajya Sabha.
- 16 DEZ 2012
A PTI noticia um veredito provisório de lanternas chinesas, uma equipe da ISRO para confirmá-lo e uma proposta recusada de derrubar uma delas a tiros.
- 17–22 FEV 2013
A pedido dos astrônomos, soldados no Point 4715 registram os objetos com um teodolito; 329 avistamentos já foram anotados.
- 26 FEV 2013
A India TV republica a história da base de Kongka La com a maquete do Google Earth.
- 24 JUL 2013
O The Telegraph noticia que o Instituto Indiano de Astrofísica identificou os objetos como Júpiter e Vênus.
- 4 AGO 2013
Tropas relatam um OVNI em Lagan Khel, Demchok.
Fontes e entrevistas
As fontes permanecem no idioma original; seus títulos e descrições estão traduzidos.
Mystery Sighting Spooks Soldiers (on-line: “UFO sightings in Ladakh spook soldiers”)Sandeep Unnithan · India Today, seção Nation, edição com data de 12 de novembro de 2012 · Publicado em 2 de novembro de 2012 · Cópia da página original na Wayback MachineUFOs sighted in Ladakh: reportHindustan Times · 2 de novembro de 2012100 UFO Sighted in Jammu and Kashmir: ArmyShams Irfan · Kashmir Life · 3 de novembro de 2012UFOs skyrocket seen on India-China borderIndia Today Online · 7 de novembro de 2012Mystery robot-bringing UFOs sighted by Indian troops on Tibet borderLewis Page · The Register · 6 de novembro de 2012UFO Sightings At Indo-China Border Leave Indian Army AstoundedNamrata Malhotra · International Business Times · 7 de novembro de 2012UFO sightings inside Indian territory bordering China raises security concernsSaurabh Shukla · Mail Today, no site da India Today · 19 de novembro de 2012 · Cópia na Wayback MachineMysterious UFO over Indo-China Border: Unstarred Question No. 562, answered by Defence Minister A. K. AntonyLok Sabha, Governo da Índia · 26 de novembro de 2012 · Biblioteca Digital do Parlamento, cópia na Wayback MachineNo proof of UFOs flying over India-China borderIANS · Deccan Herald · 26 de novembro de 2012Sightings of UFO in Ladakh region: Unstarred Question No. 2072, answered by Defence Minister A. K. AntonyRajya Sabha, Written Answers to Questions, p. 128 · 12 de dezembro de 2012 · Arquivo de debates da Rajya Sabha, cópia na Wayback MachineUFO or Chinese lanterns? ISRO team to visit Leh to solve mystery of flying objectsPress Trust of India · site da India Today · 16 de dezembro de 2012 · Cópia na Wayback MachineIsro team to visit Leh to solve ‘UFO mystery’Press Trust of India · Deccan Herald · 17 de dezembro de 2012By Jupiter! China spy in sky: Intruders over Ladakh turn out to be two planetsG. S. Mudur · The Telegraph (Calcutá), primeira página · 24 de julho de 2013 · Cópia na Wayback MachineIndian military pondered attack on Venus and JupiterPhil Muncaster · The Register · 26 de julho de 2013Mistaken Identity: Indian Army Spends 6 Months Tracking ‘Chinese Spy Drones’ but Finds They Were PlanetsInternational Business Times India · 29 de julho de 2013India thought Jupiter and Venus were actually Chinese spy dronesGizmodo · julho de 2013Massive worlds ponderously orbiting the Sun, or Chinese drones?Phil Plait · Bad Astronomy, Slate · agosto de 2013The Last Laugh: South Block red faced over false alarm raised on UFOs that were actually planetsKaveree Bamzai · India Today, coluna Glass House, edição com data de 12 de agosto de 2013 · Publicado em 3 de agosto de 2013 · Cópia na Wayback MachineArmy reports UFO sightings in Ladakh, againPress Trust of India · site da India Today · 18 de agosto de 2013 · Cópia na Wayback MachineArmy troops sight UFO in Ladakh againPress Trust of India · The Hindu · 19 de agosto de 2013A balloon, a spy-sat, or a UFO?Dinesh C. Sharma · Hindustan Times, Nova Délhi · 2 de outubro de 2004 · Transcrito por Patrick Gross, UFOs at close sightUFO: Was it there?Ramesh Vinayak · India Today, seção Science and Technology · 13 de fevereiro de 2006 · Cópia na Wayback MachineUFOs over Nepal? CIA had reported two sightings 49 years agoThe Himalayan Times, Katmandu · 28 de janeiro de 2017 · Sobre um relatório de informações da CIA de 11 de abril de 1968UFO files: Pentagon claims sightings in Ladakh and Sikkim (em hindi)Patrika · 14 de junho de 2026China and India both know about underground UFO base in the Himalayan border area deep into the tectonic plates“Staff Reporter” · IndiaDaily.com · 9 de janeiro de 2005 · Cópia na Wayback MachineKongka La pass, UFO base in Himalayas?PTI · India TV News · 26 de fevereiro de 2013China’s Scale ModelJames Turnbull · Google Sightseeing · 6 de agosto de 2006Chinese black helicopters circle Google EarthLester Haines · The Register · 19 de julho de 2006Kongka PassWikipedia · Sobre o passo, o posto de Hot Springs e o confronto de 21 de outubro de 1959Pangong TsoWikipediaAksai ChinWikipedia · Sobre a maquete do terreno de Huangyangtan, perto de YinchuanHot Springs, Chang Chenmo ValleyWikipedia · Sobre o confronto de 1959, o memorial e o Dia em Memória da PolíciaUFO sightings in IndiaWikipediaEncontrou um erro ou conhece uma fonte melhor? Escreva para hello@uap.fun.
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A interceptação de TeerãOutro encontro militar numa fronteira tensa, em que céticos argumentaram depois que um Júpiter brilhante deu início à perseguição.As luzes ao lado do voo 1628Philip Klass atribuiu a Júpiter a luz persistente que a tripulação de um avião da Japan Air Lines viu sobre o Alasca em 1986.O foguete do lago KölmjärvEm 1946, os militares suecos também registraram centenas de relatos e temeram que fossem armas secretas de um vizinho.O Sinal de ShambhalaA expedição de Nicholas Roerich pela Ásia Central, que havia atravessado Ladakh, viu um enorme oval brilhante cruzar o céu em 1927.As luzes de HessdalenOutro vale remoto onde luzes recorrentes foram recebidas com radar, câmeras e cientistas.Discuta este caso
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