O Army 15444 segue para o norte
Por volta das 22h30 de 18 de outubro, o helicóptero 68-15444 da Reserva do Exército partiu de Port Columbus rumo a Cleveland Hopkins depois dos exames médicos da tripulação. O capitão Lawrence J. Coyne, de 36 anos, era o comandante; o primeiro-tenente Arrigo Jezzi estava nos controles, com o chefe de tripulação Robert Yanacsek e o médico de voo John Healey atrás. O UH-1H seguia a cerca de noventa nós e 2.500 pés acima do nível do mar. Abaixo havia campos ondulados e matas; à frente, Mansfield. O relatório assinado fixa o encontro às 23h05, a leste-sudeste do aeroporto de Mansfield, no rumo 030.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcial
Uma luz vermelha cruza a escuridão
Healey primeiro notou uma luz vermelha intensa a oeste, seguindo para o sul. Minutos depois, Yanacsek encontrou uma luz vermelha fixa no horizonte leste ou sudeste. Observou-a como possível baliza ou luz de navegação, até avisar Coyne de que ela virara na direção deles. A luz parecia manter rumo de colisão e crescia com velocidade alarmante. “Eu disse: ‘Santo Cristo, isso pode ser um jato’”, contou Coyne a Hynek três meses depois. “A coisa era tremendamente rápida”, disse à UPI. “Houve tão pouco tempo para reagir.” A estimativa de mais de 600 nós foi feita sem distância de radar. Coyne tomou os controles e iniciou uma descida com potência.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioIncidente recebe o nome do pilotoComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcial
Mansfield responde uma vez
Coyne suspeitou de um F-100 da Guarda Nacional Aérea de Mansfield. Chamou a torre e perguntou sobre tráfego de alto desempenho. O formulário do Exército registra uma confirmação, seguida de silêncio. Em depoimentos posteriores, a tripulação disse que Jezzi tentou UHF, VHF e a frequência de emergência: ouviam-se tons, mas nenhuma voz. Zeidman relatou que o último F-100 local pousara às 22h47 e que Mansfield não guardava nem a primeira transmissão. Não há gravação da torre nem traçado de radar público.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcial
O mergulho até 1.700 pés
Coyne aumentou a descida de cerca de 500 para 2.000 pés por minuto enquanto procurava no solo escuro um campo para pouso de emergência. A luz vermelha ainda parecia presa a eles. “Eu disse: o desgraçado vai bater na gente, sabe?”, contou Coyne a Hynek. “E eu me preparei — achei que era o fim. O que você faz quando sofre um acidente de carro? Só enrijece o corpo.” Disse à tripulação pelo interfone que se preparasse. “O momento previsto do impacto nunca chegou”, afirmou nas Nações Unidas cinco anos depois. “Fechei os olhos por um instante, mas fui interrompido pelo médico de voo, sargento Healey, dizendo pelo interfone: ‘Olhem aquilo’.” A luz parara logo à frente e acima, perto o bastante para ganhar forma. “Lembro que estávamos a 1.700 pés e pensei: ‘Ah, é isso’, e então vi aquilo bem aqui na frente e disse: ‘Isso não é nenhum F-100!’” Era cinza metálico, aerodinâmica como um charuto grosso, com brilho vermelho na frente, branco atrás e uma cúpula baixa. “Estava simplesmente parado, por uns 10 a 12 segundos, e quero dizer parado”, disse Yanacsek. “Não estava em cruzeiro, estava parado. Não oscilou, não freou, não girou — era como num desenho animado.” Lembrava-lhe um submarino, “silencioso e deslizando, e simplesmente ali”, e sua parte sólida “apagava as estrelas logo atrás”. Healey: “Essa coisa não tinha asas. Não sei como diabos ele se movia, mas se movia.” Os cerca de sessenta pés eram estimativa visual no escuro, não medição.
Fontes: Um encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioIncidente recebe o nome do pilotoComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcial
Verde pelas janelas do teto
As janelas superiores do Huey criaram a imagem que tornou o caso famoso. Coyne, Healey e Yanacsek descreveram luz verde sob ou atrás da forma; na versão mais completa, um feixe piramidal passou pelo nariz, para-brisa e painéis tingidos do teto. A cabine ficou verde. “Todas as cores dentro da cabine do helicóptero foram absorvidas por aquela luz verde”, disse Coyne, “e isso inclui as luzes do painel de instrumentos da aeronave”. Num jantar com Hynek, ele colocou de outro modo: “Era como olhar para outro mundo”. Jezzi tinha visão pior. “Era como uma bolinha de luz branca”, disse sobre o que viu passar por cima. Eles não ouviram jato nem sentiram turbulência de outra aeronave. O formulário do Exército não menciona charuto, cúpula ou feixe verde; esses detalhes pertencem às primeiras notícias, entrevistas e ao depoimento posterior de Coyne.
Fontes: Um encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioHelicóptero quase se envolve com OVNIIncidente recebe o nome do pilotoComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcial
Um helicóptero subindo com o coletivo baixado
Quando a forma seguiu para oeste, Coyne olhou o painel. O relatório do Exército diz que o altímetro marcava 3.500 pés e o indicador vertical mostrava subida de 1.000 pés por minuto, com o coletivo — o comando que altera a sustentação do rotor — ainda totalmente baixado. Coyne disse depois que o helicóptero subiu a cerca de 3.800 pés antes de um pequeno solavanco ou turbulência encerrar a subida. “Eu digo: ‘Meu Deus, estamos a 3.500 pés’”, contou a Hynek, “e digo: ‘O que está acontecendo?’ O coletivo estava no fundo”. Também descreveu a rosa da bússola magnética girando devagar — “90, 180, 270, zero, 90 — continuamente”, cerca de quatro vezes por minuto — e disse que ela nunca se recuperou: “A bússola foi removida porque estava completamente inutilizável”. Zeidman não pôde conferir isso nos registros da aeronave, que a unidade de manutenção guardava por apenas sessenta dias, e numa das fitas Healey disse que a bússola continuara igual. Nenhum gravador registrou controles, potência ou altitude, e o formulário não diz que o objeto levantou a aeronave. Preserva uma afirmação mais estreita: descida lembrada até 1.700 pés, seguida de subida indicada a 3.500 que o piloto disse não ter comandado.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcial
A luz branca dispara para longe
A forma acelerou para oeste com a luz branca traseira ainda intensa. Coyne e Healey disseram que ela virou quarenta e cinco graus para noroeste e pareceu sumir em direção ao lago Erie; Jezzi não viu a curva final. As comunicações voltaram mais adiante. Coyne retornou a 2.500 pés, completou o voo e fechou o plano. O Flight Service orientou contato com o escritório de aviação geral da FAA, e a cadeia do Exército foi avisada na tarde seguinte.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcial
Quatro assinaturas e cinco testemunhas encontradas tarde
Os quatro tripulantes assinaram o formulário de 23 de novembro, “Near Midair Collision with UFO Report”. Ele confirma o voo, a aproximação da luz vermelha, a descida evasiva, a resposta da torre, a hesitação aparente acima do helicóptero, a partida e a indicação de subida. Três anos depois, após um apelo em jornal, os pesquisadores Warren Nicholson e William Jones encontraram uma mulher que Zeidman chama de sra. C. e quatro crianças de dez a treze anos que disseram ter observado de um carro na Route 430, perto da ponte do reservatório de Charles Mill: uma luz vermelha, um helicóptero — “Era como se batesse no ar”, disse Charles, de treze anos, sobre o som — e um encontro iluminado de verde. “Estava tudo tão verde por causa daquilo”, disse Charles, “que só dava para ver a pouca distância, porque era muito brilhante”. “Ficamos com medo”, disse a mãe. Zeidman considerou a geometria favorável, mas o relato não foi registrado na época e a família já ouvira falar do caso famoso antes de ser entrevistada.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre Ohio
De uma cabine em Ohio às Nações Unidas
A história passou rapidamente pela Associated Press e UPI, por documentários e televisão. Um painel do National Enquirer que incluía J. Allen Hynek deu à tripulação US$ 5.000 pelo relato de OVNI mais valioso cientificamente de 1973: prêmio publicitário, não parecer científico. Em 27 de novembro de 1978, já tenente-coronel, Coyne narrou o encontro diante do Comitê Político Especial da ONU reunido em torno da proposta de Granada sobre OVNIs. O ministro da Educação de Granada, Wellington Friday, o apresentou com uma ressalva: “Embora o coronel Coyne seja membro das forças armadas dos Estados Unidos, está aqui em caráter privado, e quero enfatizar esse fato”. A aparição autenticou seu depoimento num palco internacional; não transformou o caso em conclusão da ONU.
Fontes: Helicóptero quase se envolve com OVNIIncidente Coyne sobre o lago Charles Mill foi o avistamento de OVNI ‘mais crível’ de 1973Comitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcialO caso do OVNI mais bem documentado de Ohio
Cinco minutos que nunca ganharam uma máquina
“Na minha opinião, aquela coisa tentou nos abalroar”, disse Coyne a Hynek. “Nos matar. Esse era o meu medo.” O caso perdurou porque uma tripulação experiente fez mais do que entrever um ponto errante: reagiu a uma ameaça de colisão, descreveu estrutura e luz de perto, relatou anomalias nos instrumentos e assinou um documento do Exército. Mas nunca surgiram os dados que poderiam resolver o mistério: radar, áudio sincronizado, gravador de voo, análise de manutenção ou fotografia do evento. Resta uma história excepcionalmente bem atribuída e com trilha oficial, porém sem aeronave identificada ou registro instrumental capaz de mostrar o que cruzou o caminho do Huey.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioO encontro com OVNI de Mansfield em 1973O caso do OVNI mais bem documentado de Ohio
O que o formulário do Exército estabelece
O documento de 23 de novembro é a fonte primária mais forte. Identifica o 68-15444, os quatro homens, hora, local, rumo e altitude; registra convergência rápida, descida de 2.500 para 1.700 pés, uma resposta da torre, partida para oeste e leitura posterior de 3.500 pés com subida de 1.000 por minuto. Não contém a estimativa de sessenta pés, feixe verde, bússola girando, falha total de rádio ou força externa. Essas lembranças não devem ser projetadas para trás sobre o texto oficial mais limitado.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre Ohio
Quatro pontos de vista, não um relato perfeito
Os homens concordaram sobre a emergência central, mas cada assento permitia uma visão diferente. Coyne, Healey e Yanacsek forneceram a descrição estrutural; Jezzi viu principalmente a luz de partida. O primeiro relato de Healey teria sido gravado em menos de dezoito horas; a entrevista detalhada de Jezzi veio mais de três anos depois. Até a monografia favorável de Zeidman registra divergências sobre duração, luz na cabine, sequência de altitude e curva final. Várias testemunhas profissionais fortalecem a realidade de uma observação alarmante; as diferenças impedem reconstrução exata.
Fontes: Um encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioHelicóptero quase se envolve com OVNIIncidente recebe o nome do piloto
Meteoro, aeronave e carga de trabalho
Philip J. Klass propôs um bólido das Oriônidas vindo do leste: um meteoro brilhante pode parecer avançar, provocar manobra evasiva e iluminar a cabine, enquanto os painéis verdes poderiam colorir a luz. Outra aeronave explicaria a primeira luz de Healey. A teoria enfrenta a forma prolongada e a parada aparente; os cinco minutos reconstruídos por Zeidman seriam longos demais, embora dependam de estimativas posteriores. Aeronaves convencionais também não explicam facilmente o pairar, silêncio e aceleração relatados. A subida pode ter sido recuperação do mergulho, estresse, comando atrasado ou indicação do instrumento; nenhum gravador permite escolher.
Fontes: Um encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioO encontro com OVNI de Mansfield em 1973
Classificação
O arquivo classifica o relato como CE2 militar pelos supostos efeitos em rádio, bússola e controle durante um encontro aéreo próximo. Permanece não resolvido, não confirmado como exótico: os efeitos instrumentais não foram verificados e não houve vestígio físico.
Fontes: Relatório de quase colisão em voo com OVNIUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcialO encontro com OVNI de Mansfield em 1973
- 18 OUT 1973 · CERCA DE 22H30
O UH-1H 68-15444 parte de Port Columbus para Cleveland após os exames médicos.
- CERCA DE 23H
Healey vê uma luz vermelha a oeste; Yanacsek logo acompanha outra ou a mesma luz a sudeste.
- 23H05 · RELATÓRIO DO EXÉRCITO
A luz parece convergir a 2.500 pés no rumo 030, a sudeste do aeroporto de Mansfield.
- MINUTOS SEGUINTES
Coyne assume, chama Mansfield e mergulha; a torre responde uma vez sem informar o tráfego.
- PERTO DE 1.700 PÉS
A tripulação espera o impacto e relata uma forma cinza parada à frente e acima do Huey.
- SEGUNDOS DEPOIS
Três tripulantes descrevem luz verde; a forma segue para oeste e acelera.
- APÓS A PARTIDA
O altímetro marca cerca de 3.500 pés em subida; Coyne situa a recuperação perto de 3.800.
- 19 OUT 1973
Coyne procura a FAA; a cadeia do Exército é avisada às 15h30 e começam os primeiros relatos.
- 21–22 OUT 1973
The Plain Dealer e Associated Press levam o quase acidente ao público nacional.
- 23 NOV 1973
Os quatro tripulantes atestam o formulário “Near Midair Collision with UFO Report”.
- 1974
Um painel do National Enquirer que inclui Hynek dá à tripulação o prêmio de US$ 5.000 pelo relato mais valioso cientificamente de 1973.
- 1976–1979
Testemunhas no solo são localizadas; Jennie Zeidman entrevista todos e publica a monografia.
- 27 NOV 1978
Coyne relata o caso em caráter privado ao Comitê Político Especial da ONU.
Fontes e entrevistas
As fontes permanecem no idioma original; seus títulos e descrições estão traduzidos.
Relatório de quase colisão em voo com OVNIFormulário DA 2496 do Exército dos EUA · 83rd U.S. Army Reserve Command · 23 de novembro de 1973 · Transcrição FOIA preservada pela NICAPUm encontro entre helicóptero e OVNI sobre OhioJennie Zeidman · Center for UFO Studies · Março de 1979 · Entrevistas, reconstrução e apêndices documentaisComitê Político Especial, 35ª reunião: registro literal parcialAssembleia Geral da ONU · A/SPC/33/PV.35 · 27 de novembro de 1978 · Declaração de Coyne em caráter privadoHelicóptero quase se envolve com OVNIAssociated Press · Lancaster Eagle-Gazette · 22 de outubro de 1973 · Recorte contemporâneo no Newspapers.comIncidente recebe o nome do pilotoUnited Press International · Mansfield News Journal · 4 de novembro de 1973 · Transcrição contemporâneaO encontro com OVNI de Mansfield em 1973Brian Dunning · Skeptoid · Setembro de 2026 · Revisão crítica com hipóteses de meteoro e aeronaveO caso do OVNI mais bem documentado de OhioVince Guerrieri · Ohio Magazine · Setembro/outubro de 2023 · História dos cinquenta anosA cronologia dos OVNIs de 1973NICAP · Francis Ridge e equipe de documentação · Atualizada em 10 de abril de 2022 · Contexto regionalIncidente Coyne sobre o lago Charles Mill foi o avistamento de OVNI ‘mais crível’ de 1973Kenny Libben · Ashland Source · 4 de outubro de 2020 · Matéria de história local; o prêmio do National EnquirerEncontrou um erro ou conhece uma fonte melhor? Escreva para hello@uap.fun.
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