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DOSSIÊ / 078 — 1966

Os ninhos de disco de Tully

Numa manhã, no canto mais chuvoso da Austrália, um jovem plantador de bananas ouviu um silvo como de pneu esvaziando e viu um objeto cinza, “dois pires boca com boca”, subir girando de uma lagoa. Na água encontrou um anel de trinta pés de juncos revirados em sentido horário, ainda girando. Os jornais o chamaram de ninho de disco voador, e o nome o seguiu até os campos de cereais de Hampshire.

Fotografia colorida tirada do alto de uma encosta de floresta tropical, olhando para baixo sobre uma pequena cidade do interior com casas dispostas em quadrícula, uma usina de açúcar soltando nuvens brancas de vapor à direita, uma colcha de retalhos de canaviais verdes e marrons estendendo-se por uma planície costeira plana e um único morro escuro coberto de mata erguendo-se da planície sob um céu azul cheio de cúmulos brancos.
1966
Tully e sua planície de cana vistas das alturas do Monte Tyson, em outubro de 2008, com a usina de açúcar fumegando à direita. Horseshoe Lagoon fica na região plana ao sul da cidade e não pode ser distinguida na imagem. Foto: Korkut Tas, “Tully Panorama”, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons. Recortada.

Luzes sobre a cana

Tully fica na estreita planície costeira do extremo norte de Queensland, entre o Monte Tyson, a noroeste, e o Monte Mackay, a leste: uma cidade açucareira de cerca de 2.500 habitantes em 1966, com uma pluviosidade anual que a Flying Saucer Review estimou em torno de cem polegadas. Entre as fazendas de cana estendiam-se pântanos e lagoas tomados por juncos e caniços. Em janeiro de 1966, a região já tinha fama. Em setembro de 1959, como registrou mais tarde o Sydney UFO Investigation Centre, um homem chamado Max Menzel, dirigindo um trator a cerca de duas milhas de Euramo, vira “uma nave cônica, grande e brilhante, com aproximadamente 30 pés de comprimento” pairando sobre o topo dos canaviais a cem pés de distância, tingindo de vermelho e laranja uma casa próxima. Nos últimos meses de 1965, os avistamentos se sucederam sem parar: uma luz oscilante que baixou em direção a Horseshoe Lagoon em outubro e, em 29 de novembro, um grupo reunido em torno de Claire Noble, que viria a ser uma das mais prolíficas relatoras de OVNIs da região, viu duas luzes brilhantes descerem e se acomodarem lado a lado numa encosta: nas faldas do Monte Mackay, segundo o centro de Sydney; no De Lucas’ Hill, a cerca de uma milha da cidade, segundo o relato da própria Noble, onde ficaram até depois da meia-noite como “dois brilhos incandescentes em forma de vaso de flores”. Pouco antes do Natal, noticiou o Sun-Herald, havia quem afirmasse ter visto dois “vasos voadores” pairando sobre um morro a menos de uma milha da cidade. Os relatos eram tantos que Tully havia fundado um clube de OVNIs. Um plantador de bananas chamado John Zonta também andava ouvindo alguma coisa: em duas ou três ocasiões, disse ele, um silvo no ar, sem nada à vista.

Fotografia em preto e branco de uma lagoa parada coberta, em primeiro plano, de folhas e flores brancas de nenúfar, um menino de pé num pequeno barco de madeira a meia distância, uma margem orlada de juncos com floresta tropical à direita e uma cabana de sapé entre árvores altas na margem oposta, com “Tully River Q.” escrito no canto inferior esquerdo.
Lily Lagoon, um braço morto do rio Tully, por volta de 1910. A State Library of Queensland descreve a figura como um menino aborígene remando um barco. Esta não é Horseshoe Lagoon, mas os remansos cheios de juncos da região se pareciam muito com ela. Foto: A. A. White, State Library of Queensland, domínio público, via Wikimedia Commons. Fonte da imagem

Fontes: 1966 Tully · UFOs no strangers to TullyAustralia’s flying saucer ‘nests’Queensland AgainFlying Saucers: Where Do They Come From? · Capítulo 13, “Tully, Old Hat?”

Um prato gigante num sonho recorrente

Albert Pennisi era o dono da lagoa. Cultivava as terras ao sul de Tully desde 1947, e a polícia local, segundo o UFO Investigation Centre, o conhecia como “um sargento do Exército sensato que tinha se estabelecido no campo”. Pelo relato de Bill Chalker, ele e a esposa já tinham visto algo estranho ali antes mesmo de comprar a propriedade: grandes feixes de luz giratórios e uma coisa cruzando o céu que, para Albert, parecia “um encouraçado”. Na semana anterior a 19 de janeiro de 1966, um sonho o perturbava. “Eu tinha esses sonhos quase toda noite”, contou ele poucos dias depois a Ben Davie, do Sun de Sydney. “E eles estavam começando a me preocupar. Eu não conseguia entendê-los. Era sempre igual. Uma coisa parecida com um prato gigante surgia do nada e pousava ali perto. E eu ficava olhando aquilo no sonho e sentia um medo danado antes que fosse embora.” Então, na madrugada daquela quarta-feira, seu cachorro pareceu enlouquecer, uivando e disparando em direção à lagoa. Pennisi situou a hora por volta das cinco. Pedley, ao recontar a história ao Sun-Herald, disse 5h30; a transcrição que Chalker publicou mais tarde diz 5h50. Claire Noble ouviu uma versão própria. Dois meninos de uma fazenda ao pé do morro, escreveu ela, lhe contaram que na manhã do avistamento “todos os gansos e três cachorros ficaram loucos”.

Fontes: The 1966 Tully Flying Saucer Nest Revisited1966 Tully · UFOs no strangers to TullyAustralia’s flying saucer ‘nests’Flying Saucers: Where Do They Come From? · Capítulo 13, “Tully, Old Hat?”

Ar escapando de um pneu

George Pedley era plantador de bananas em Euramo, um solteiro de vinte e tantos anos que, pelo relato de Chalker, morava com o fazendeiro Ashley Butler, em cujas terras cultivava suas bananas; trabalhara dez anos como vaqueiro. O Sun-Herald e o Queensland Flying Saucer Research Bureau deram sua idade como 27 anos; o formulário da polícia, como 28. Por volta das nove da manhã da quarta-feira, 19 de janeiro, sob céu limpo, ele dirigia seu trator rumo ao sul por uma trilha estreita que atravessava a fazenda de cana de Pennisi, a cerca de meia milha da sede, a caminho do trabalho. Horseshoe Lagoon, cerca de um acre de água parada com uns cinco pés de profundidade e tomada por juncos, ficava à sua direita, e o sol já ia alto à sua esquerda. Ele achou que o motor tinha falhado. Então veio o barulho. “Ouvi um silvo alto por cima do ronco do motor do trator”, contou a John Dickson, do Sun-Herald. “Parecia ar escapando de um pneu. Mas os pneus do trator pareciam estar bem, então segui em frente. No começo ignorei o som, mas de repente vi uma nave espacial subir a grande velocidade de um pântano chamado Horseshoe Lagoon, umas 25 jardas à minha frente. Era cinza-azulada, com uns 25 pés de diâmetro e nove pés de altura. Girava a uma velocidade tremenda enquanto subia na vertical até uns 60 pés, depois fez um mergulho raso e subiu bruscamente. Viajando a uma velocidade fantástica, partiu na direção sudoeste. Sumiu de vista em segundos.” Não viu vigias nem antenas, disse ele, “e não havia nenhum sinal de vida, nem dentro nem em volta da nave”. O Townsville Daily Bulletin, numa das primeiras reportagens, em 21 de janeiro, acrescentou que o objeto “parecia dois pires unidos, com uma pequena cabine no topo e outra pequena saliência embaixo”, e que tinha pairado a cerca de trinta pés de altura “por pelo menos um minuto”. O formulário da polícia, alguns dias depois, dizia que ele o vira primeiro à altura das copas das árvores, a uns trinta pés, e depois o observara subir até cerca do dobro disso e se afastar subindo num ângulo de uns 45 graus, “muito mais rápido que um avião”. Quando a RAAF resumiu o arquivo em 1973, em resposta a uma consulta do The Australian, descreveu um objeto cinza-claro e fosco, sem detalhes estruturais, com o formato de “dois pires, face a face”.

Fontes: Australia’s flying saucer ‘nests’Queensland AgainNorth Queensland UFO SagaThe 1966 Tully Flying Saucer Nest RevisitedThe 1966 Tully Saucer “Nest”: A Classic UFO Physical Trace CaseGeorge Pedley, the UFO and the Tully “saucer nest”: a tribute

A água ainda girando

Pedley mal podia acreditar no que tinha visto. No relato que o UFO Investigation Centre publicou em novembro daquele ano, ele contornou a curva da trilha até a lagoa e ali, no ponto de onde o objeto havia subido, estava uma enorme clareira redonda no capim do pântano. Chalker, reconstituindo a manhã a partir das testemunhas, escreveu que a água no círculo “girava lentamente e parecia completamente livre de juncos”; Pedley tinha certeza, informou o bureau de Brisbane, de que ela ainda rodopiava levemente quando ele a viu pela primeira vez. “Eu vi mesmo alguma coisa!”, concluiu. Logo além da borda, um trecho de capim-d’água gigante tinha sido cortado rente e as aparas levadas embora, um trecho que o Sun-Herald estimou em cerca de quatro pés de lado e o bureau de Brisbane em cerca de uma jarda quadrada. Ele tinha passado pelo mesmo lugar umas três horas antes, segundo o centro de Sydney, a apenas doze pés, e não notara nada; numa declaração citada do Tully Times, disse que, quando passou por ali na noite anterior, o local estava “coberto de juncos verdes parecidos com capim”. Voltou a pé até o trator. Estava parado, e ele teve de dar a partida de novo. Não conseguia lembrar se o tinha desligado ou se o motor tinha morrido, embora Chalker tenha escrito que ele tinha certeza de que o motor não apagara quando falhou e que, como a maioria dos fazendeiros, nunca desligava o trator antes de terminar o serviço. Por volta do meio-dia, voltou pela trilha. A água aberta tinha desaparecido. Em seu lugar, uma massa de juncos de uns trinta pés de diâmetro subira à superfície, disposta radialmente num nítido redemoinho em sentido horário e, ele tinha certeza, ainda verde. O relato de 1969 do bureau de Brisbane omite por completo a água aberta: Pedley salta do trator, corre até a lagoa e encontra de imediato os juncos achatados, num redemoinho “de forma visivelmente anti-horária”. Stan Seers admitiu mais tarde a Chalker que até ele tinha confundido o sentido, e concordou que o primeiro ninho girava em sentido horário.

Fontes: 1966 Tully · UFOs no strangers to TullyEntrevista com Bill Chalker, parte 1: o ninho de disco de TullyNorth Queensland UFO SagaAustralia’s flying saucer ‘nests’The Tully “Nests”: How freakish can whirlwinds be?The 1966 Tully Flying Saucer Nest Revisited

‘Estavam convencidos de que eu tinha pirado’

Quando e como Pedley contou a alguém pela primeira vez depende de quem conta a história. No Sun-Herald, ele disse ter decidido ficar calado, porque ninguém ia acreditar nele, até que, “a caminho de casa em Tully, naquela noite, encontrei Albert Pennisi”, que “acreditou em mim na hora” e lhe falou do sonho e do cachorro. Ele também parou num posto de gasolina e contou a três pessoas que estavam lá. “Aí começou a diversão”, disse. “Estavam convencidos de que eu tinha pirado e me disseram isso.” Levou-os até a lagoa. No relato do bureau de Brisbane, ele foi procurar Pennisi mais tarde naquele dia e, por volta das quatro da tarde, os dois desceram juntos até a lagoa. Pennisi tirou a roupa, entrou na água e descobriu que podia nadar por baixo dos juncos achatados de um lado ao outro: a esteira inteira estava flutuando. Chalker acrescenta que o fundo embaixo era liso e livre de raízes, e que a superfície da esteira parecia ter sido comprimida por um enorme pires invertido, com um centro circular de seis a oito pés de diâmetro. Por volta das cinco, Pennisi tirou uma série de fotografias coloridas. Os juncos agora tinham ficado marrons, mas só por cima; a parte de baixo, mais próxima da água, continuava verde. Shane, filho de Pennisi, que tinha sete anos na época, lembrava-se de outra forma em 2024: a família voltou da praia naquela tarde e encontrou o vizinho sentado nos degraus da frente. “Ele começou a gaguejar um pouco. Alguma coisa tinha acontecido.” Todos se amontoaram na caminhonete, as crianças na caçamba, e depois, em casa, lembra Shane, George pegou dois pires de xícara da mesa e virou um de boca para baixo sobre o outro, borda com borda, para mostrar o que tinha visto. Na versão de Shane, o disco estava iluminado por luzes fortes e partiu numa baforada de vapor azul, detalhes ausentes dos relatos de 1966, embora as primeiras reportagens o tenham de fato chamado de “disco semelhante a vapor”. Alguém mandou um telegrama ao UFO Investigation Centre em Sydney.

Fontes: Australia’s flying saucer ‘nests’North Queensland UFO SagaEntrevista com Bill Chalker, parte 1: o ninho de disco de TullyThe 1966 Tully Flying Saucer Nest RevisitedTully’s cane farm crop circles and an enduring 58yo UFO mystery1966 Tully · UFOs no strangers to Tully

‘Não acredito em discos voadores — ainda não’

Pedley se apresentou à polícia de Tully às 19h30 daquela noite e, às sete da manhã seguinte, o sargento de primeira classe A. V. Moylan, chefe do posto, foi com ele até a lagoa. O capim na depressão continuava deitado e tinha secado e ficado marrom, contou Moylan ao Townsville Daily Bulletin, embora não parecesse ter sido queimado; não havia marcas de gado ou de outros animais, nem rastros entrando ou saindo. “Não acredito em discos voadores — ainda não”, disse ele. “Primeiro tenho de ver um. Mas a marca peculiar no capim do pântano parece bastante inexplicável. Ocorreu-me que talvez tenha sido feita por um helicóptero, mas, até onde sei, não houve nenhuma aeronave desse tipo na área.” Moylan telefonou para a RAAF em Townsville, e o tenente-aviador Wallace prometeu mandar um questionário pelo correio; no dia seguinte, Wallace pediu “uma amostra do capim da área chamuscada”, e às 15h30 daquela tarde Moylan voltou para buscá-la. Ele próprio preencheu o “Report on Aerial Object Observed” (relatório de objeto aéreo observado) da RAAF a partir de suas entrevistas com Pedley e o datou de 26 de janeiro. O formulário descreve uma depressão “com cerca de 32′ de comprimento e 25′ de largura”, o capim “achatado na superfície de 4′ de água, disposto em curvas em sentido xxxx-horário”: Moylan tinha datilografado primeiro “anti-horário” e depois riscado o “anti”. Em suas observações, deu sua opinião pessoal: a depressão tinha sido feita por um pequeno helicóptero, e Pedley, “com a luz forte do sol da manhã brilhando no rotor, pode ter se enganado quanto à forma”, embora houvesse terreno desmatado a leste, umas 200 jardas, onde um helicóptero poderia ter pousado com mais segurança do que junto às árvores. Um eletricista de Tully, Wallace Evans, lhe dissera ter visto marcas semelhantes num pântano em Kurrimine Beach e estava convicto de que tinham sido feitas por um redemoinho, “sugando água para uma tromba-d’água”. Wallace, por sua vez, confirmou que nenhuma aeronave militar ou civil estivera operando na área. Ninguém da RAAF jamais entrevistou o próprio Pedley.

Fotografia em preto e branco de seis homens enfileirados numa beira de estrada de terra diante de uma casa baixa de tábuas com telhado de zinco de quatro águas, toldos nas janelas e uma escada lateral; cinco usam uniforme da polícia, com quepe, camisa de manga curta e gravata, e um usa chapéu e roupas civis.
O posto de polícia de Tully em 1952, catorze anos antes de George Pedley entrar ali para relatar o que tinha visto em Horseshoe Lagoon. Foto: State Library of Queensland, domínio público, via Wikimedia Commons. Fonte da imagem

Fontes: The 1966 Tully Flying Saucer Nest RevisitedQueensland AgainPanorama, vol. 5, n.º 1The Prime Minister’s “flying saucer” briefing: Tully ’66, George Pedley, Harold Holt and John Busst

‘Mais ninhos de disco voador!’

Na quinta-feira, um plantador de cana chamado Tom Warren e um professor de Tully, Hank Penning, percorreram os arredores e encontraram mais dois círculos, a cerca de vinte e cinco jardas do primeiro e escondidos por um mato denso, a poucos pés um do outro e com uns oito pés de diâmetro; um parecia ter dias, o outro era recente. O Sun-Herald noticiou que o mais recente girava em sentido anti-horário; o centro de Sydney disse que cada um girava para um lado; John Busst, que investigou o caso um mês depois, disse que ambos eram anti-horários. No domingo, 23 de janeiro, o Sun-Herald estampou na primeira página uma manchete enorme: “MAIS NINHOS DE DISCO VOADOR!” Judith Magee, da sociedade de Victoria, lamentou a palavra. “Uma pena que tenham tido de chamá-los de ‘ninhos’”, escreveu, mas o termo tinha “mais apelo sensacionalista do que a expressão mais prosaica ‘local de pouso’”, e dava aos cartunistas um prato cheio. Em poucos dias, a história estava no exterior. “Discos voadores que constroem ninhos encontrados na terra lá de baixo”, dizia o Bangkok World; o londrino Daily Worker optou por “‘Ninhos’ de disco, mas nada de ovos”. Centenas de pessoas foram ver, algumas acampando durante a noite na lagoa na esperança de uma repetição do espetáculo, e o Cairns Aero Club mandou um avião vasculhar os pântanos do alto. Shane Pennisi lembra que a poeira do tráfego era tão espessa que a mãe não conseguia estender a roupa. “Estacionavam onde dava, pisavam na cana recém-plantada … quebravam árvores … simplesmente atravessavam a lagoa a pé.” Exatamente uma semana depois das primeiras descobertas, um plantador de cana, Lou Lardi, e seu sobrinho, Van Klaphake, toparam com dois círculos mais antigos, de doze e oito pés de diâmetro, o menor com uma mancha redonda de juncos de aspecto chamuscado no centro; poucos dias depois, outro, com o mesmo centro chamuscado, apareceu entre os anteriores na fazenda de Pennisi. Chalker admitiu que fraudes ou interpretações equivocadas poderiam estar por trás de algumas das descobertas posteriores, feitas em meio às multidões, mas não da primeira.

Fontes: Australia’s flying saucer ‘nests’Queensland Again1966 Tully · UFOs no strangers to TullyThe Prime Minister’s “flying saucer” briefing: Tully ’66, George Pedley, Harold Holt and John Busst‘Nest-building flying saucers found in land down under’Tully’s cane farm crop circles and an enduring 58yo UFO mysteryThe 1966 Tully Flying Saucer Nest Revisited

Afogados, não queimados

Pennisi voltou a entrar na lagoa, de cinco pés de profundidade, para colher amostras. “Tive dificuldade para pegar amostras das raízes do capim e da lama que normalmente ficam no fundo da lagoa … elas estavam boiando na superfície da água, o que é muito incomum”, disse ele ao The Age. “Devem ter sido sugadas por alguma coisa.” Ele despachou por via aérea juncos, lama e água para Brisbane, onde Roy Russell e Stan Seers, do Queensland Flying Saucer Research Bureau, os retiraram no aeroporto na noite de 24 de janeiro e os entregaram à Universidade de Queensland às 21h20. O teste de radioatividade deu negativo, relatou Russell: nada em gama, nada em beta, e o equipamento de alfa não estava funcionando. O físico que conduziu o teste, G. Taylor, encontrou uma contagem de “apenas 1/100 da registrada pelo relógio luminoso comum”. O Dr. R. Langdon, do departamento de botânica, concluiu que os juncos tinham morrido por terem ficado retidos sob a água do pântano, sem sinal de parasitas nem de queimadura. Alf Macdonald, inspetor das rotas de gado do norte de Queensland, que vivia na região desde 1933, mergulhou ele mesmo sob a esteira. “Não havia restolho debaixo desse círculo”, disse. “As raízes foram sugadas inteiras e o fundo da lagoa estava liso.” Isso descartava as larvas que comem juncos, explicou: “Elas fazem o capim aquático tombar, mas as raízes e os restos ficam, como restolho, no leito da lagoa.” A camada flutuante de juncos tinha cerca de nove polegadas de espessura e, segundo o centro de Sydney, aguentava o peso de um homem de catorze stone (cerca de 89 kg); Busst escreveu que Macdonald conseguia atravessá-la de ponta a ponta por baixo, andando agachado. Veio então um teste feito por eles mesmos, que Chalker atribui a Pennisi, por sugestão do bureau de Brisbane. Juncos arrancados à mão e afundados na própria água da lagoa levaram cerca de três dias para morrer e ficar marrons. Os juncos do ninho tinham chegado a isso em cerca de doze horas, pelo cálculo do centro de Sydney, ou oito, pelo de Chalker.

Fontes: Queensland Again1966 Tully · UFOs no strangers to TullyThe Tully “Nests”: How freakish can whirlwinds be?The Prime Minister’s “flying saucer” briefing: Tully ’66, George Pedley, Harold Holt and John BusstThe 1966 Tully Saucer “Nest”: A Classic UFO Physical Trace Case

Willy-willies e trombas-d’água

As explicações oficiais chegaram em camadas. Em 25 de janeiro, o Courier-Mail de Brisbane noticiou que a RAAF descartava helicópteros, porque nas depressões deixadas por helicópteros o capim costumava ficar em sentido anti-horário, e o ninho principal de Tully girava em sentido horário. Uma empresa de helicópteros de Brisbane acrescentou que um rotor poderia achatar o capim, “mas o capim logo se levantaria de novo e não morreria”. O Comando Operacional da RAAF, ao encaminhar o relatório de Moylan ao Departamento da Aeronáutica com a classificação RESTRICTED (reservado), ofereceu sua própria opinião: “Este quartel-general acredita que as depressões no capim do pântano foram causadas por pequenas trombas-d’água isoladas.” Em 11 de fevereiro, o secretário do Departamento da Aeronáutica, A. B. McFarlane, respondeu a uma consulta da Commonwealth Aerial Phenomena Investigation Organisation, uma entidade civil. Moradores locais tinham dito que esses ninhos eram “bastante comuns no começo da ‘estação chuvosa’”, escreveu ele, e a Universidade de Queensland não encontrara nada de anormal nas amostras. “Não há explicação para os fenômenos visíveis relatados, mas eles podem ter estado associados a, ou resultado de, ‘correntes descendentes’, ‘willy willies’ [redemoinhos de vento] ou ‘trombas-d’água’, que sabidamente ocorrem na região.” Pedley já tinha ouvido essa teoria. “Já vi redemoinhos molhados e redemoinhos de poeira”, disse. “Se a polícia acredita nisso, que acredite. Eu sei o que vi. Não era um redemoinho.” Em julho, um membro da Victorian Flying Saucer Research Society com formação em ciências atmosféricas examinou os mapas do Weather Bureau e as radiossondagens de Townsville. Uma frente fria se aproximara da costa em 18 de janeiro, mas todos os outros fatores eram “altamente desfavoráveis à formação de tempestades locais severas”, e nas vinte e quatro horas anteriores às 9h do dia 19 não se registrara chuva em nenhum ponto a nordeste de uma linha entre Rockhampton e Normanton. Ele julgou as evidências equilibradas, mas acabou se pronunciando contra o redemoinho, porque os juncos estavam mortos e não havia detritos fora do círculo. Seu ensaio terminava com uma pergunta: “Até que ponto os redemoinhos podem ser excêntricos?” Em 1973, o diretor de relações públicas do Departamento de Defesa, G. J. Odgers, deu a um jornalista a palavra final: o avistamento tinha sido, muito provavelmente, um “willy willy” que achatara os juncos e “sugara detritos até uma altura de cerca de 30 pés, formando assim o que parecia ser um ‘disco voador’”, e tanto o silvo quanto o giro em sentido horário eram compatíveis com a teoria. “O senhor há de compreender”, acrescentou, “que não há nada a ganhar reabrindo casos antigos.”

Fontes: The 1966 Tully Flying Saucer Nest Revisited1966 Tully · UFOs no strangers to TullyThe Tully “Nests”: How freakish can whirlwinds be?

“Qual é a jogada, camarada?”

Harold Holt se tornou primeiro-ministro da Austrália naquela mesma semana: tomou posse em 26 de janeiro de 1966, o dia em que Moylan pôs seu relatório no correio. Entre os papéis pessoais de Holt no Arquivo Nacional, o pesquisador de Westall Shane Ryan encontrou mais tarde seis páginas manuscritas sobre Tully, de John Busst, artista e vigia costeiro em Bingil Bay, um pouco ao norte de Tully pela costa, e amigo íntimo de Holt a vida inteira. “Caro Harry”, escreveu Busst em 24 de fevereiro. “Segue o resultado da minha investigação bastante minuciosa sobre o avistamento do Disco Voador em Euramo. Recebi aqui o rapaz, George Pedley, e o interroguei detidamente sobre todos os aspectos.” Ele também interrogara um grande número de pessoas que conheciam Pedley e o considerava “uma testemunha bastante confiável”. Num interrogatório de duas horas e meia, diz seu depoimento, Pedley se mostrou “absolutamente inabalável” e nunca alterou um detalhe: um objeto como “dois discos invertidos unidos, com protuberâncias de aprox. 2 pés de altura, em cima e embaixo”, pairando sobre juncos de nove pés, sumindo num ângulo de 45 graus “em rumo S.S.O., na direção de Charters Towers”, tendo o incidente inteiro durado “aprox. ½ minuto, no máximo”. O ninho, observou Busst, não estava apenas achatado, mas “sugado a cerca de 3-4 pés acima do chão”, com os juncos “machucados, não queimados”. O que mais o intrigava, “como vigia costeiro”, era que “nenhuma das duas equipes de investigadores da R.A.A.F. se deu sequer ao trabalho de entrevistar o rapaz em questão. Qual é a jogada, camarada?” Ele assinou “Afetuosamente, Johnnie”. Chalker, que publicou a carta em 2025, não menciona nenhuma resposta.

Fontes: The Prime Minister’s “flying saucer” briefing: Tully ’66, George Pedley, Harold Holt and John Busst

Enxofre, um motor que morreu e uma fileira de pegadas de casco

Com o passar dos meses, a história ganhou novos detalhes. Na Woman’s Day de 21 de fevereiro, Pedley contou que, um dia depois do avistamento, um vizinho lhe mostrara pegadas na terra fofa entre as bananeiras. “Eu diria que foram feitas por um pé afiado, córneo, com umas 3 polegadas de comprimento, com uma ranilha macia no meio. E diria que foram feitas por alguma coisa de dois pés, não de quatro. Estavam bem uma na frente da outra, a mais ou menos um passo de distância, e alinhadas com o ninho do disco voador. Sou vaqueiro há 10 anos e nunca vi pegadas parecidas com essas.” O começo da estação chuvosa as apagou, disse ele. Pennisi, escrevendo a um correspondente no Canadá, contou de outro jeito: ele e Pedley tinham encontrado as pegadas eles mesmos, ao lado do ninho grande, no dia da descoberta, com cerca de três polegadas de largura e o formato de um casco de bezerro, a oito ou dez polegadas umas das outras, e os curiosos as pisotearam antes que a polícia chegasse na manhã seguinte; Chalker atribuiu mais tarde o achado a Christine Rounland, cujo marido ajudava Pedley a adubar a plantação, e descreveu marcas em forma de gota, com três ou quatro polegadas de comprimento e a um pé umas das outras, vindo da direção da lagoa. Em novembro, o clube de OVNIs de Tully, entrevistando Pedley de novo, tinha mais. Ele “deixara de relatar antes” um cheiro de enxofre em volta do ninho depois que o objeto partiu. O motor do trator começara a falhar durante o avistamento e depois parara, o que ele atribuíra a tê-lo deixado morrer no susto. Mergulhos repetidos sob o ninho principal tinham encontrado três grandes buracos na lama, o que sugeriu ao clube uma nave apoiada em três pernas. A partir dos relatos de testemunhas, o clube deduziu que o objeto descera primeiro por volta das duas da madrugada nas encostas do monte Mackay e ficara ali até cerca das cinco, antes de se deslocar para a lagoa. O centro de Sydney concluiu que “OVNIs visitaram a região de Tully com algum propósito definido”.

Fontes: Queensland AgainThose “Saucer Nests”The 1966 Tully Flying Saucer Nest Revisited1966 Tully · UFOs no strangers to Tully

O filme que chegou vazio

Os ninhos voltaram no início de 1968, e desta vez o bureau de Brisbane estava à espera. Instigado pela previsão de um máximo de manchas solares, montou um monitor perto da lagoa, construído por Vince Mele e um amigo eletrônico: uma fotocélula e uma bússola magnética sensível ligadas a uma câmera de cinema Eumig de 8 milímetros, de modo que qualquer perturbação magnética pusesse o filme para rodar. Em 2 de março, com quatro ninhos de cerca de três semanas na lagoa, no mesmo dia em que a rádio 4KZ noticiou que um avião de passageiros entre Cairns e Iron Range fora acompanhado por um OVNI, o bureau encontrou a câmera ainda zumbindo, com o rolo inteiro já rodado. Em 4 de março ela foi disparada de novo, mas só quinze ou dezesseis fotogramas foram expostos, e as baterias recém-carregadas estavam descarregadas. O filme foi lacrado e enviado pelo correio à Kodak em Melbourne diante de duas testemunhas, com catorze centavos em selos. Uns dez dias depois, a Kodak escreveu dizendo que o recipiente chegara vazio, e o correio confirmou que um recipiente vazio teria custado apenas cinco centavos para ser enviado. A polícia fez averiguações em outros estados e oficialmente não encontrou nada, embora alguém que o bureau descreveu como bem informado em assuntos policiais tenha insinuado que as autoridades da Commonwealth provavelmente haviam levado o filme; outro contato aconselhou carregar a câmera, da próxima vez, com filme preto e branco. Por volta de 13 de março, segundo o bureau, dois helicópteros da RAAF foram vistos trabalhando sobre a lagoa. Quando o advogado e deputado estadual Colin Bennett levou o assunto adiante, o ministro da Aeronáutica, Gordon Freeth, respondeu em 29 de agosto que não tinha nenhuma sugestão a oferecer sobre o destino do filme e negou categoricamente que seu ministério tivesse alguma vez retirado material sobre OVNIs da Kodak. Às 5h30 da manhã do sábado, 8 de fevereiro de 1969, um detector na casa dos Pennisi disparou; Albert encontrou um novo ninho, com vinte e nove pés e seis polegadas de diâmetro e perfeitamente circular, os juncos arrancados com raiz e tudo, o fundo por baixo “quase como se tivesse sido aspirado”. Uma fotografia na Flying Saucer Review data um ninho daquela temporada de 10 de fevereiro. Pennisi, ridicularizado em 1966, tinha decidido que a imprensa nunca saberia de outro, e continuou contando. Pelas contas dele em 2002, os ninhos voltaram em 1972, 1975, 1980, 1982 e 1987, “uns 22 menores” além dos grandes, e “enquanto o grande sempre girava em sentido horário, (os outros) eram sempre em sentido anti-horário”.

Fontes: North Queensland UFO SagaOs ninhos de Tully de 1966 e 1969, com o relatório policial da RAAFSomething in the AirThe 1966 Tully Flying Saucer Nest Revisited

Dois homens num morro perto de Winchester

Entre as pessoas que leram sobre os ninhos de Tully num jornal australiano em 1966 estava Doug Bower, um pintor inglês que emigrara em 1958. Ele voltou para casa, em Southampton, naquele mesmo ano, mais tarde fez amizade com outro artista, Dave Chorley, e nas noites de sexta-feira de verão os dois caminhavam pelos campos de Cheesefoot Head, nos arredores de Winchester. Em agosto de 1992, Bower contou a Clas Svahn, da UFO-Sweden, o que aconteceu depois, numa entrevista que Paul Fuller publicou no The Crop Watcher em 1993: “Bom, eu morei na Austrália de 1958 a 1966, o que dá oito anos, e claro que saiu uma notícia sobre uns ninhos de OVNI em Tully, em Queensland, acho, e eu sempre me interessei por esse tipo de coisa, e claro que quando o Dave e eu estávamos no morro em Winchester uma noite eu comentei sobre os ninhos de disco que tinham sido encontrados em Queensland e disse ‘Vamos fazer um círculo no trigal’, e pronto, lá estava.” Ele nunca tinha feito um na Austrália, disse; “nem me passou pela cabeça naquela época”. Tully tinha sido a inspiração? “Isso mesmo, sim.” A John Lundberg, ele lembrou de estar sentado no barranco e sugerir que “seria engraçado se a gente achasse um jeito de fazer marcas circulares nesses trigais”, e num documentário de 2002 explicou a graça da brincadeira: “As pessoas iam pensar que um OVNI tinha pousado durante a noite quando o descobrissem na manhã seguinte.” Os primeiros círculos foram feitos de quatro, com a barra de segurança grande e pesada da porta da oficina de Bower, de uns cinco pés de comprimento, girada em torno de uma ponta fixa. Enquanto isso, o meteorologista Terence Meaden, que tinha atribuído a redemoinhos os círculos de Westbury em 1980, adotou Tully como precedente para sua teoria do vórtice, e Jenny Randles sugeriu em 1987 que ela poderia explicar o ninho. Chalker objetou que a lagoa ficava numa planície plana, a milhas de qualquer elevação, que o dia estava calmo e bonito e que Pedley vira um objeto sólido de perto; ele também atribuiu parte da confusão a si mesmo, já que seu verbete numa enciclopédia de OVNIs de 1980 saíra impresso com o horário de 21h, a versão que Meaden usou. Depois que Bower e Chorley vieram a público em 1991, Bower continuou apontando Tully como seu ponto de partida. Até então, observou o pesquisador canadense Chris Rutkowski, “muitos cerealogistas nunca tinham ouvido falar do caso”.

Fontes: An Interview with Doug Bower, The Man Who Claims to have Invented the Crop CirclesThree Circles: 1975–1989Crop Circles: Signs of Intelligence?The 1966 Tully Flying Saucer Nest RevisitedThe 1966 Tully Saucer “Nest”: A Classic UFO Physical Trace CaseThe Swamp Gas Journal, vol. 6, n.º 1Crop circle

“Eu nunca teria dito que vi uma nave espacial”

Pedley logo parou de falar no assunto, exceto com a família. Quando Chalker o entrevistou em junho de 1981, ele renegou a palavra mais famosa dos jornais. “Ah, eu nunca teria dito que vi uma nave espacial!”, disse. “Eu vi um objeto … uma coisa subindo, e é isso. O que era exatamente, eu não sei.” Nem o tinha visto sair da água: “Eu não o vi na lagoa, como dizem. Isso está errado. As marcas estavam na lagoa … e ele simplesmente decolou dali.” Agora ele lhe atribuía vinte e nove ou trinta pés de diâmetro, “algo parecido com, assim, dois pires, sabe, um de frente para o outro”, prateado ou cinza-azulado, visível por talvez trinta segundos. Em 1990, quando os círculos ingleses nas plantações enchiam os jornais, ele disse ao The Age: “Eu não era o tipo de pessoa que acreditava nessas coisas. Estou convencido de que era um OVNI. Eu o vi com toda a clareza e posso garantir que não inventei.” Em 1994, ele passou de novo de trator diante da lagoa para o programa Arthur C. Clarke’s Mysterious Universe. Em 2003, o escritor de viagens John Van Tiggelen sugeriu em seu livro Mango Country que Pedley tinha pregado uma peça em Pennisi; Chalker, que conhecera os dois homens, chamou a ideia de insustentável e as provas a favor dela de nulas. Pennisi continuou vigiando sua lagoa à noite, às vezes armado só com seu facão de cortar cana. “Também tentaram me dizer que era um helicóptero voando baixo, um minitornado, até um crocodilo”, disse ele aos 82 anos. “Mas qualquer um que viu vai lhe dizer que o que quer que tenha feito aquilo não era deste mundo, meu amigo.” Ele deu sua primeira e última palestra pública sobre os ninhos em Brisbane, em 2006, e morreu em janeiro de 2009, três dias antes de completar noventa anos. Pedley morreu em 2022, aos 85 anos; sua viúva, Helen, guarda os recortes numa pasta de papel pardo na biblioteca local. Shane Pennisi diz que os ninhos continuaram aparecendo, “25, 30, mais”, o último deles cerca de uma década antes de ele falar com a ABC em 2024, e em agosto de 2026, segundo Chalker, ele talvez tenha encontrado um comprador para a fazenda que quer manter Horseshoe Lagoon como está.

Fontes: George Pedley, the UFO and the Tully “saucer nest”: a tributeThe 1966 Tully Flying Saucer Nest RevisitedUFOs responsible for circles, say Tully menSomething in the AirTully’s cane farm crop circles and an enduring 58yo UFO mysteryReturn to Tully: the famous Flying Saucer nest and its legacy (1966–2026)

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Fontes e entrevistas

As fontes permanecem no idioma original; seus títulos e descrições estão traduzidos.

Australia’s flying saucer ‘nests’John Dickson · The Sun-Herald (Sydney) · 23 de janeiro de 1966 · A primeira entrevista longa de Pedley, reimpressa em Saucers, Space & Science n.º 42 · Internet ArchiveQueensland AgainJudith Magee · Flying Saucer Review 12(2) · Março/abril de 1966 · Citando o Townsville Daily Bulletin de 21 de janeiro, The Age e The Sun de 24 de janeiro, a Woman’s Day de 21 de fevereiro e a carta de Roy Russell de 25 de janeiro · Internet ArchivePanorama, vol. 5, n.º 1Boletim de discos voadores de Melbourne · 1966 · Reimpressões da reportagem do Townsville Daily Bulletin, dos comentários do sargento Moylan e da notícia do ninho de Bankstown no The Sun, fevereiro de 1966 · Internet ArchiveUm círculo ao estilo de Tully em Long IslandThe Sun (Sydney) · 27 de outubro de 1966 · Reimpresso em Panorama, vol. 5, n.º 5 · Internet ArchiveThose “Saucer Nests”The A.P.R.O. Bulletin · Março–abril de 1966 · Com a carta de Albert Pennisi ao Dr. P. M. H. Edwards · Internet ArchiveThe Tully “Nests”: How freakish can whirlwinds be?Australian Flying Saucer Review n.º 5 · Victorian Flying Saucer Research Society · Julho de 1966 · Por um membro não identificado “ligado a estudos em ciências atmosféricas” · Internet Archive1966 Tully · UFOs no strangers to TullyAustralian Flying Saucer Review n.º 9 · UFO Investigation Centre, edição de Sydney · Novembro de 1966 · Incluindo as descobertas posteriores do clube de OVNIs de Tully · Internet ArchiveFlying Saucers: Where Do They Come From? · Capítulo 13, “Tully, Old Hat?”Richard Tambling · Horwitz Publications, Sydney · 1967 · Citando o relato de Claire Noble · Internet ArchiveNorth Queensland UFO SagaStan Seers e William Lasich · Flying Saucer Review 15(3) · Maio/junho de 1969 · O relato do Queensland Flying Saucer Research Bureau, com a câmera de monitoramento de 1968 · Internet ArchiveOs ninhos de Tully de 1966 e 1969, com o relatório policial da RAAFRelato da UFO Research Queensland e Bill Chalker · Reimpresso na OLM, edição 50 · Internet ArchiveEntrevista com Bill Chalker, parte 1: o ninho de disco de TullyProject Red Book 3(7) · Janeiro de 2000 · A reconstituição de Chalker das primeiras horas a partir dos relatos das testemunhas · Internet ArchiveUFOs responsible for circles, say Tully menGreg Roberts · The Age (Melbourne) · 15 de agosto de 1990 · Reimpresso no UFO Newsclipping Service n.º 258 · Internet ArchiveSomething in the AirFrances Whiting · The Sunday Mail (Brisbane) · 20 de janeiro de 2002 · Albert Pennisi aos 82 anos e o ancião girrigun Jack Muriata · Reimpresso em Project Red Book 5(8) · Internet ArchiveThe 1966 Tully Saucer “Nest”: A Classic UFO Physical Trace CaseBill Chalker · Project 1947 · 1997 · Com sua refutação das teorias do vórtice · Cópia arquivada na Wayback MachineThe 1966 Tully Flying Saucer Nest RevisitedBill Chalker · Blog The Oz Files · 17 de julho de 2017 · Suas transcrições do relatório policial e dos papéis da RAAF, e sua entrevista de 1981 com PedleyGeorge Pedley, the UFO and the Tully “saucer nest”: a tributeBill Chalker · Blog The Oz Files · 7 de setembro de 2022 · Com o elogio fúnebre da família de 11 de julho de 2022The Prime Minister’s “flying saucer” briefing: Tully ’66, George Pedley, Harold Holt and John BusstBill Chalker · Blog The Oz Files · 20 de agosto de 2025 · Transcrevendo o NAA M2606, 112 (item 4982058), encontrado por Shane RyanReturn to Tully: the famous Flying Saucer nest and its legacy (1966–2026)Bill Chalker · Blog The Oz Files · 15 de agosto de 2026Tully physical trace case 1966: RAAF papers now digitisedKeith Basterfield · UFOs and UAP: Researching the Unknown · 28 de agosto de 2013 · Sobre o arquivo do NAA J63, 5/40/AIR Parte 1‘Nest-building flying saucers found in land down under’Keith Basterfield · UFOs and UAP: Researching the Unknown · 13 de setembro de 2017 · As manchetes internacionais encontradas no arquivo do CUFOSTully’s cane farm crop circles and an enduring 58yo UFO mysteryChris Calcino e Danielle O’Neal · ABC News, para a série de podcasts Uncropped, da Expanse · 24 de novembro de 2024 · As lembranças de Shane PennisiAn Interview with Doug Bower, The Man Who Claims to have Invented the Crop CirclesClas Svahn, da UFO-Sweden · The Crop Watcher n.º 16, ed. Paul Fuller · Março/abril de 1993 · Conforme citado na compilação sobre círculos nas plantações do ISGP · Internet ArchiveThree Circles: 1975–1989The Croppie · 3 de junho de 2024 · Citando o relato de Bower a John Lundberg em The Field GuideCrop Circles: Signs of Intelligence?Francesco Grassi · Citando a entrevista de Doug Bower em 2002 para o documentário de Matthew Williams · Internet ArchiveThe Swamp Gas Journal, vol. 6, n.º 1Chris Rutkowski · 1992 · Sobre Bower, Chorley e a literatura esquecida sobre marcas físicas · Internet ArchiveCrop circleWikipédia · Artigo em inglês sobre a história dos círculos nas plantações e as entrevistas de Bower e Chorley em 1991

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